IpiguáSP
7.037 habitantes · IBGE 3521150
Resumo socioambiental
Ipiguá/SP apresenta um quadro socioambiental misto, com desempenho forte em saneamento de esgoto, mas fragilidade crescente no abastecimento de água. A cobertura de água atingiu apenas 52,6% em 2022, com queda de 12,9% frente à série histórica e recuo expressivo em relação aos 100% registrados em 2016 — resultado bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito distante do desempenho médio do estado de São Paulo (95,2%), posicionando o município no percentil 22. Em contrapartida, a perda de água na distribuição é baixíssima, 7,2% em 2022, muito inferior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (32,1%), o que sugere que o problema de cobertura não decorre de ineficiência na rede, mas possivelmente de limitações de captação, investimento ou expansão do sistema.
O esgotamento sanitário é o ponto forte do município: a coleta atinge 100% dos domicílios desde 2010, superando a mediana nacional (87,8%) e a média estadual (94,6%), colocando Ipiguá no percentil 100. O tratamento de esgoto também é elevado, 92,4% em 2022, com alta de 15,5% na série e desempenho muito acima da mediana nacional (37,7%) e da UF (69,6%), percentil 85. Essa efetividade no tratamento provavelmente contribui para o baixo percentual de destino inadequado de resíduos domiciliares (4,7% em 2022, queda de 60,7% desde 2010), embora esse indicador ainda esteja acima do padrão paulista (1,0%).
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 54.094 tCO₂e em 2024, com redução de 7,7% frente a 2010, e nível abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 23. Contudo, chama atenção o crescimento acentuado das emissões de energia, que saltaram 429,3% desde 2010, chegando a 11.027 tCO₂e em 2024 — movimento que, embora ainda abaixo da mediana nacional, indica pressão crescente do setor energético local. As emissões de resíduos também cresceram 42,5% no período, atingindo 4.215 tCO₂e, tendência que merece monitoramento, especialmente à luz da meta de sustentar o bom desempenho em tratamento de esgoto.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município (2016), e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 5,000, superior à mediana nacional (4,000) e à média estadual (3,881), no percentil 100 — um indicativo favorável para o planejamento hídrico de longo prazo, que contrasta com o desafio imediato de ampliar a cobertura de abastecimento de água à população.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
85.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
85.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
92.4%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
39.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
54.094 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.215 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
11.027 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
