Ipixuna do ParáPA
30.158 habitantes · IBGE 1503457
Resumo socioambiental
Ipixuna do Pará apresenta um quadro socioambiental preocupante, marcado por saneamento básico deficiente e emissões de gases de efeito estufa muito acima do padrão nacional. A cobertura de água, embora ainda alta em termos relativos (90,5% em 2024, percentil 78 nacional, contra mediana de 73,2% e UF de 50,9%), vem se deteriorando: caiu de 96,8% em 2021 para o patamar atual, retração de 6,5%. Mais grave é a perda de água na distribuição, que saltou de 16,1% em 2021 para 46,0% em 2024 — alta de 185,1% —, superando a mediana nacional (29,1%) e ficando próxima do valor da UF (51,8%), o que indica ineficiência crescente na gestão da infraestrutura hídrica mesmo com boa cobertura nominal.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do município. Apenas 58,4% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (71,0%), posicionando o município no percentil 24. Consequentemente, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 30,0% dos domicílios, quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e acima do Pará (23,2%), colocando Ipixuna do Pará no percentil 74 — apesar da melhora expressiva desde 2010 (53,8%), quando o problema era ainda mais grave. Essa carência de destinação adequada de resíduos se reflete diretamente nas emissões do setor, que atingiram 16.702 tCO₂e em 2024, quase três vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e), evidenciando a relação entre gestão de resíduos precária e impacto climático.
O dado mais alarmante é o total de emissões de GEE do município: 6.528.137 tCO₂e em 2024, um salto de 197,7% desde 2010, posicionando Ipixuna do Pará no percentil 99 nacional — entre os municípios mais emissores do país, ainda que muito abaixo do total da UF (354,6 milhões de tCO₂e). A série histórica revela grande volatilidade, com picos em 2016 (8,18 milhões) e 2021 (8,61 milhões), padrão típico de emissões associadas a mudança de uso da terra e desmatamento, dominante na Amazônia paraense. As emissões de energia também cresceram de forma acentuada (86.552 tCO₂e em 2024, alta de 69,3% frente a 2010), embora representem fração pequena do total.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados (ANA, 2016), mas a base é antiga e não permite avaliar riscos hidrológicos recentes. Em síntese, o município combina alta emissão de GEE, saneamento de resíduos aquém do padrão nacional e perda crescente de água tratada — um conjunto de indicadores que exige atenção prioritária dos gestores públicos, especialmente quanto à eficiência da rede de água e à ampliação da coleta e destinação adequada de resíduos sólidos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
90.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
46.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
58.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
30.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
6.528.137 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
16.702 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
86.552 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
