IporáGO

36.983 habitantes · IBGE 5210208

IA

Resumo socioambiental

Iporá/GO apresenta quadro socioambiental misto, com avanços expressivos em esgotamento sanitário e retrocesso recente na cobertura de água. A coleta de esgoto saltou de 22,1% em 2011 para 74,8% em 2024, e o tratamento atingiu 65,5%, ambos acima da mediana nacional (59,9% e 33,3%, respectivamente) e próximos ao patamar do estado de Goiás (76,3% e 66,6%). Em contrapartida, a cobertura de água caiu de 93,8% em 2021 para 80,0% em 2024, uma queda de -12,4% no período, embora ainda supere a mediana nacional (73,2%) e fique no percentil 60. A perda de água na distribuição também recuou para 21,4% em 2024, patamar melhor que a mediana do país (29,1%) e do estado (25,3%), indicando ganho de eficiência operacional mesmo com a redução da cobertura.

Do lado dos domicílios, o quadro é positivo: 92,1% têm coleta de resíduos (Censo 2022), acima da mediana nacional (76,9%) e do estado (89,7%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 6,7%, também abaixo da mediana nacional (14,9%), ainda que ligeiramente pior que o estado (5,5%). Chama atenção, porém, a defasagem de infraestrutura formal de tratamento: o município conta com apenas 1 ETE (2020), mesmo valor da mediana nacional, mas muito distante das 93 unidades médias do estado, sugerindo dependência de uma estrutura única e possível vulnerabilidade operacional.

O ponto mais crítico do dossiê é o crescimento acelerado das emissões de GEE, que passaram de 338 mil tCO₂e em 2010 para 573.846 tCO₂e em 2024 (+69,7%), com o município situado no percentil 82 nacional — bem acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de energia mais que dobraram no período (+132,1%, para 134.956 tCO₂e) e as de resíduos cresceram 41,1% (para 25.871 tCO₂e), ambas muito acima das medianas nacionais, o que contrasta com a melhoria dos indicadores sociais de saneamento e sugere que o crescimento econômico e populacional não está sendo acompanhado por descarbonização proporcional.

Em síntese, Iporá evoluiu de forma consistente em esgotamento sanitário e gestão de resíduos domiciliares, superando referências nacionais e aproximando-se do desempenho médio de Goiás. Contudo, a queda recente na cobertura de água, a concentração em uma única ETE e, sobretudo, a trajetória ascendente das emissões de GEE — especialmente energia e resíduos — indicam a necessidade de investimentos em ampliação da rede de água e em mitigação de emissões, para que os ganhos sanitários não sejam ofuscados pelo passivo ambiental crescente.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

80.0%

2024

60
12.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

74.8%

2024

63
238.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

65.5%

2024

73
243.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

21.4%

2024

72
43.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

92.1%

2022

82
3.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.7%

2022

69
40.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

15 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

15 MW

2024

59
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

573.846 tCO₂e

2024

18
69.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

25.871 tCO₂e

2024

13
41.1% no período

Emissões de energia

SEEG

134.956 tCO₂e

2024

15
132.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.