IporãPR

16.062 habitantes · IBGE 4110607

IA

Resumo socioambiental

Iporã/PR apresenta cenário misto no saneamento básico em 2024. A cobertura de água atingiu 85,5%, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima da média paranaense (89,5%), posicionando o município no percentil 69 do país — embora represente queda relevante frente aos 100% mantidos entre 2016 e 2022, sugerindo possível instabilidade na consolidação dos dados ou na operação do sistema. A perda de água, de 17,1%, é bem inferior à mediana nacional (29,1%) e à média do Paraná (29,0%), refletindo boa eficiência operacional, mesmo com leve alta de 9,5% em relação ao ano anterior.

O esgotamento sanitário é o ponto de maior fragilidade. A coleta de esgoto chegou a 46,3% em 2024, abaixo da mediana nacional (59,9%) e distante da média estadual (82,9%), posicionando o município apenas no percentil 37. Já o tratamento de esgoto, em 48,9%, supera a mediana nacional (33,3%), mas permanece bem abaixo do patamar paranaense (78,8%). O município conta com apenas 1 ETE (2020), compatível com a mediana nacional, mas muito distante da capacidade instalada média do Paraná (279 unidades), o que limita a ampliação do tratamento. Essa lacuna entre coleta e tratamento ajuda a explicar o crescimento de 60,9% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (de 7.411 para 11.926 tCO₂e), acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram 8,1% no último ano, para 219.965 tCO₂e (2024), ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 63. O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões saltaram 179,6% desde 2010, atingindo 41.299 tCO₂e em 2024 — mais que o dobro da mediana nacional (18.929 tCO₂e) — indicando pressão crescente da matriz energética local sobre o balanço de emissões do município.

Do lado social, houve avanço na gestão de resíduos domiciliares: a coleta atendeu 88,4% dos domicílios em 2022, acima da mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado caiu de 17,0% para 10,6% no mesmo período, redução de 37,9%. Ainda assim, esse índice permanece pior que a média paranaense (5,6%), evidenciando que, apesar da evolução, Iporã ainda tem espaço para universalizar a destinação adequada e reduzir a dependência de soluções informais, articulando esse esforço com a ampliação do tratamento de esgoto para consolidar ganhos ambientais integrados.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.5%

2024

69
1.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

46.3%

2024

37
52.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

48.9%

2024

60
49.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.1%

2024

83
9.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

88.4%

2022

74
6.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

10.6%

2022

60
37.9% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2015

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

219.965 tCO₂e

2024

37
8.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.926 tCO₂e

2024

29
60.9% no período

Emissões de energia

SEEG

41.299 tCO₂e

2024

34
179.6% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.