IporangaSP

4.091 habitantes · IBGE 3521200

IA

Resumo socioambiental

Iporanga/SP apresenta um quadro de saneamento básico frágil e em deterioração recente, contrastando com um perfil de emissões extremamente favorável do ponto de vista climático. A cobertura de água atingiu 55,8% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e do valor do estado de São Paulo (96,6%), posicionando o município no percentil 26 do país. Mais preocupante é a coleta de esgoto, que caiu de patamares acima de 90% entre 2020-2021 para apenas 49,4% em 2024 — uma retração de 33,9% em relação ao pico da série —, embora ainda supere ligeiramente a mediana nacional (59,9%) e fique bem abaixo do referencial estadual (92,5%). Essa queda abrupta sugere possível mudança metodológica, interrupção de serviço ou problema de reporte ao SNIS/SINISA que merece verificação pelo gestor local.

Um ponto positivo é o tratamento de esgoto, que se mantém em 100% desde 2016, superando com folga a mediana nacional (33,3%) e o próprio estado (66,6%), o que indica que, apesar da baixa cobertura de coleta, todo o esgoto captado é efetivamente tratado — refletido também na existência de 2 ETEs municipais, acima da mediana nacional (percentil 89). Por outro lado, a perda de água na distribuição segue elevada (25,1% em 2024), ainda que abaixo da mediana nacional (29,1%) e do estado (28,2%), representando ineficiência que penaliza a já baixa cobertura hídrica. No âmbito domiciliar, o destino inadequado de resíduos atinge 19,3% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e muito distante do estado (1,0%), evidenciando lacuna significativa na gestão de resíduos sólidos que dialoga com o leve aumento das emissões de resíduos (+5,7% desde 2010, chegando a 3.041 tCO₂e em 2024).

Do ponto de vista climático, Iporanga se destaca como sumidouro líquido de carbono, com emissões totais de -247.400 tCO₂e em 2024 (percentil 1 nacional), refletindo provavelmente cobertura florestal preservada — coerente com a localização do município no Vale do Ribeira. As emissões de energia (1.883 tCO₂e) e resíduos (3.041 tCO₂e) são individualmente baixas frente às medianas nacionais, mas o saldo negativo geral decorre do sequestro por uso da terra e floresta, não de ausência de pressões antrópicas. Some-se a isso o risco hidrológico: 3 registros de cheia em 2016 colocam o município no percentil 93 nacional, indicando vulnerabilidade a eventos extremos que pode ser agravada pela infraestrutura de saneamento deficitária.

Em síntese, o município combina um ativo ambiental relevante (balanço de carbono fortemente negativo) com déficits estruturais de saneamento que exigem atenção prioritária, especialmente a queda recente na coleta de esgoto e a persistência de perdas de água e destinação inadequada de resíduos. Investimentos em recuperação da coleta de esgoto e redução de perdas hídricas tendem a gerar ganhos duplos: melhoria da saúde pública e redução de emissões associadas a resíduos mal geridos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

55.8%

2024

26
0.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

49.4%

2024

40
33.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2023

82.4% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

25.1%

2024

61
1.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

78.0%

2022

52
7.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

19.3%

2022

42
29.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-247.400 tCO₂e

2024

99
113.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.041 tCO₂e

2024

75
5.7% no período

Emissões de energia

SEEG

1.883 tCO₂e

2024

94
6.7% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.