IpuCE
42.968 habitantes · IBGE 2305803
Resumo socioambiental
Ipu/CE apresenta um quadro socioambiental preocupante em 2024, com destaque para o colapso abrupto da cobertura de água: de 84,3% em 2023 para apenas 4,7% em 2024, uma queda de -95,3% em relação ao início da série e posicionando o município no percentil 1 nacional — muito abaixo da mediana do Brasil (73,2%) e do Ceará (71,6%). Essa ruptura, provavelmente associada a mudança metodológica, falha de reporte ou interrupção operacional, exige verificação imediata junto ao prestador de serviço, dado o risco direto à saúde pública. Em contrapartida, a perda de água caiu para 19,6% em 2024, ficando abaixo da mediana nacional (29,1%) e estadual (40,5%), embora a série mostre grande instabilidade nos anos anteriores (chegando a 60,5% em 2022), o que sugere fragilidade na gestão operacional do sistema.
No saneamento domiciliar, houve avanço expressivo entre 2010 e 2022: a coleta de esgoto subiu de 60,4% para 80,0%, superando a mediana nacional (76,9%) e a média estadual (77,1%). O destino inadequado de dejetos também recuou de 39,6% para 16,9%, mas ainda está ligeiramente acima da mediana do país (14,9%) e do Ceará (14,6%), indicando que, apesar do progresso, parte da população permanece exposta a riscos sanitários e ambientais associados ao esgotamento inadequado.
As emissões de GEE do município cresceram de forma acentuada, atingindo 306.474 tCO₂e em 2024, alta de 153,3% desde 2010, com o município no percentil 71 nacional. Chama atenção o crescimento consistente das emissões por resíduos, que passaram de 15.074 para 27.110 tCO₂e (+79,8%), colocando Ipu no percentil 88 — muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e). Esse padrão de crescimento contínuo em resíduos, combinado com a expansão da coleta domiciliar de esgoto, sugere que o aumento no atendimento não veio acompanhado de tratamento ou destinação adequada dos dejetos e resíduos, ampliando a pegada de carbono do setor. As emissões de energia também cresceram 84,1%, para 43.443 tCO₂e, no percentil 67 nacional.
Por fim, os registros de eventos climáticos extremos de 2016 mostram vulnerabilidade hídrica relevante: 2 registros de cheia (percentil 87) e 15 de seca (percentil 95), ambos muito acima da mediana nacional (zero). Essa exposição a extremos climáticos, somada à fragilidade recente do sistema de abastecimento de água, reforça a necessidade de investimentos prioritários em infraestrutura hídrica e de saneamento, com monitoramento contínuo para evitar retrocessos como o observado na cobertura de água em 2024.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
4.7%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
19.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
80.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
16.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
306.474 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
27.110 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
43.443 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
15
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
