IpuaçuSC

8.046 habitantes · IBGE 4207684

IA

Resumo socioambiental

Ipuaçu apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água chega a apenas 24,4% em 2024, contra mediana nacional de 73,2% e média catarinense de 86,8% — colocando o município no percentil 4, ou seja, entre os piores do país. Chama atenção que, além da baixa cobertura, a perda de água atingiu 47,4% em 2024 (variação de +10,8% desde 2010), bem acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (32,3%), evidenciando ineficiência operacional significativa na rede de abastecimento existente.

A situação de esgotamento sanitário é igualmente preocupante. A coleta de esgoto alcançava apenas 43,4% dos domicílios em 2022 (mediana nacional de 76,9%), enquanto o destino inadequado de dejetos atingia 52,9% dos domicílios — mais de 17 vezes o percentual catarinense (3,2%) e muito acima da mediana brasileira (14,9%), posicionando o município no percentil 94 nesse indicador negativo. Houve melhora relativa desde 2010 (quando o destino inadequado era de 64,3%), mas o ritmo é insuficiente frente ao déficit estrutural. Essa carência de tratamento de esgoto se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que praticamente dobraram entre 2010 e 2024 (+99%, chegando a 6.122 tCO₂e), acompanhando o padrão nacional (percentil 49) mas revelando que o crescimento das emissões não veio acompanhado de investimento equivalente em infraestrutura sanitária.

Por outro lado, o balanço de emissões totais de GEE é relativamente favorável: 56.718 tCO₂e em 2024, com queda de 25,6% desde 2010, situando o município no percentil 24 (abaixo da mediana nacional de 138.513 tCO₂e). As emissões de energia também recuaram levemente (-0,5%) e ficam no percentil 35. Esse desempenho é favorecido pela matriz energética local, com potência hidráulica instalada de 84 MW — muito acima da mediana nacional (10 MW), no percentil 83 — sugerindo que a geração hidrelétrica compensa outras fontes emissoras no balanço municipal.

Em síntese, Ipuaçu enfrenta um desafio prioritário em saneamento básico, com défices estruturais em cobertura de água e esgoto que colocam o município entre os mais vulneráveis do país nesses quesitos, enquanto seu perfil de emissões de GEE é comparativamente positivo. A ausência de investimentos visíveis em redução de perdas hídricas e ampliação da coleta de esgoto, combinada ao crescimento constante das emissões de resíduos, indica a necessidade urgente de priorização orçamentária em infraestrutura sanitária para reverter esse quadro nos próximos ciclos de planejamento.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

24.4%

2024

4
3.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

47.4%

2024

19
10.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

43.4%

2022

10
21.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

52.9%

2022

6
17.8% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

84 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

84 MW

2024

83
20.4% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

56.718 tCO₂e

2024

76
25.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.122 tCO₂e

2024

51
99.0% no período

Emissões de energia

SEEG

9.863 tCO₂e

2024

65
0.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.