IpubiPE

30.603 habitantes · IBGE 2607307

IA

Resumo socioambiental

Ipubi/PE apresenta quadro de saneamento básico frágil e em deterioração recente. A cobertura de água chegou a 45,8% em 2024, patamar inferior aos 59,0% registrados em 2022 e muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (71,4%), posicionando o município no percentil 17 do país. A coleta de esgoto seguiu trajetória de queda acentuada, caindo de 43,6% (2021) para 21,3% em 2024 — retração de 52,5% no período —, também distante da mediana nacional (59,9%). O tratamento de esgoto, de 24,9%, recuou fortemente frente aos 46,2% de 2023, ficando abaixo da mediana do país (33,3%) e do estado (33,7%), com apenas 1 ETE registrada no município (dado de 2020). Em contraponto, a perda de água apresentou avanço expressivo, caindo de 82,3% em 2010 para 5,6% em 2024, bem melhor que a mediana nacional (29,1%) e a estadual (39,3%), colocando Ipubi entre os municípios com menor perda do país (percentil 2).

Os dados do Censo confirmam desafios estruturais no saneamento domiciliar: apenas 60,6% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%), e 38,1% têm destino inadequado de dejetos, taxa muito superior à mediana do país (14,9%) e do estado (14,8%), situando o município no percentil 84 (pior faixa) nesse indicador. Essa combinação de baixa coleta e alto índice de destino inadequado ajuda a explicar o comportamento das emissões de resíduos, que somaram 18.908 tCO₂e em 2024 — crescimento de 40,5% desde 2010 e valor muito superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), colocando Ipubi no percentil 82 do país nesse quesito.

No campo climático, as emissões totais de GEE atingiram 217.222 tCO₂e em 2024, aumento de 238,1% desde 2010, embora com queda em relação ao pico de 289.768 tCO₂e em 2023. O valor supera a mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 62. As emissões de energia também cresceram substancialmente (+93,7% desde 2010, alcançando 56.232 tCO₂e), reforçando a tendência de aumento da pegada de carbono local, ainda que a escala municipal seja pequena frente ao total estadual.

Do ponto de vista hidrológico, o município registrou 17 ocorrências de seca em 2016, valor expressivo frente à mediana nacional (0), indicando vulnerabilidade à escassez hídrica que contrasta com o bom desempenho recente em perdas de água na distribuição. Não houve registros de cheia no mesmo ano. Em síntese, Ipubi combina ganhos operacionais notáveis em eficiência hídrica com retrocessos preocupantes em cobertura e tratamento de esgoto, exigindo atenção prioritária de investimentos em saneamento para reverter a tendência de queda e mitigar riscos ambientais e climáticos associados.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

45.8%

2024

17
9.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

21.3%

2024

16
52.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

24.9%

2024

45
25.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

5.6%

2024

98
93.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

60.6%

2022

27
1.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

38.1%

2022

16
1.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

217.222 tCO₂e

2024

38
238.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

18.908 tCO₂e

2024

18
40.5% no período

Emissões de energia

SEEG

56.232 tCO₂e

2024

28
93.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

17

2016

3
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.