IpueiraRN

2.090 habitantes · IBGE 2404804

IA

Resumo socioambiental

Ipueira/RN apresenta quadro socioambiental favorável no saneamento e nas emissões, com atenção específica para o risco de seca. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média do RN (79,8%), posicionando o município no percentil 100 do país. A perda de água, embora tenha caído significativamente desde 2011 (variação de -60,5% no período), fechou 2022 em 19,3%, ainda inferior à mediana nacional (29,9%) e à do estado (46,1%), mas com oscilação recente (subiu de 13,9% em 2018 para 19,3% em 2022), o que indica necessidade de monitoramento da rede para evitar reversão da tendência de melhora.

No esgotamento, a coleta de domicílios está em 88,0% (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e próxima da média estadual (86,4%), apesar de leve retração frente a 2010 (91,3%). O destino inadequado de dejetos caiu para 7,3%, também melhor que a mediana do Brasil (14,9%) e do RN (9,3%). Esse desempenho relativamente bom em saneamento não se traduz, no entanto, em queda nas emissões de resíduos, que subiram 38,1% desde 2010, chegando a 1.720 tCO₂e em 2024 — sinal de que o crescimento da geração de resíduos ainda não foi acompanhado por tratamento ou destinação mais eficiente.

As emissões totais de GEE do município são baixas em termos absolutos (11.512 tCO₂e em 2024, percentil 5 nacional), com queda de 39,0% desde 2010, embora a série mostre grande volatilidade, incluindo pico de 29.684 tCO₂e em 2023. As emissões de energia, apesar de terem crescido 280,7% no período, permanecem marginais em escala absoluta (991 tCO₂e, percentil 2 nacional), refletindo o pequeno porte do município mais do que um problema estrutural.

Por fim, o registro de secas é o ponto de maior atenção: 10 ocorrências em 2016, situando Ipueira no percentil 86 do Brasil e evidenciando vulnerabilidade hídrica relevante, compatível com o semiárido potiguar. Não há registros de cheias no mesmo ano. Esse cenário sugere que, apesar dos bons indicadores de cobertura e perdas de água, a gestão hídrica municipal deve priorizar resiliência a estiagens, dado o histórico de seca acima da média estadual e nacional.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

94.0%

2024

84
3.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.2%

2024

66
56.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

88.0%

2022

73
3.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.3%

2022

68
16.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

11.512 tCO₂e

2024

95
39.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.720 tCO₂e

2024

92
38.1% no período

Emissões de energia

SEEG

991 tCO₂e

2024

98
280.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

10

2016

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.