IpueirasCE

38.285 habitantes · IBGE 2305902

IA

Resumo socioambiental

Ipueiras/CE apresenta cobertura de água elevada, alcançando 98,5% em 2022, patamar muito superior à mediana nacional (76,5%) e ao próprio Ceará (69,9%), posicionando o município no percentil 85 do país. Contudo, esse avanço é acompanhado por um problema grave de eficiência operacional: a perda de água saltou de 8,2% (2021) para 60,5% em 2022, variação de +133,1% em um único ano, superando amplamente a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (38,5%), colocando o município no percentil 93 — entre os piores do Brasil nesse quesito. Essa combinação sugere que, embora a infraestrutura de distribuição tenha se expandido, há falhas expressivas de manutenção ou medição que comprometem a sustentabilidade do sistema.

No saneamento de resíduos, o cenário também é preocupante. A coleta domiciliar atende apenas 58,0% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média cearense (77,1%), situando Ipueiras no percentil 23 — entre os piores do país. Consequentemente, o destino inadequado de resíduos ainda afeta 40,8% dos domicílios, quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e a estadual (14,6%), apesar da melhora histórica desde 2010 (57,0%). Essa lacuna na gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões: as emissões de resíduos cresceram 69,1% desde 2010, atingindo 17.015 tCO₂e em 2024, quase três vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 80.

O quadro de emissões totais de GEE é o mais crítico: 292.020 tCO₂e em 2024, um aumento de 154,2% desde 2010, com forte aceleração a partir de 2021, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 69. As emissões de energia também cresceram (+42,1%, alcançando 23.850 tCO₂e), acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Esse conjunto indica que o crescimento econômico e populacional do município não foi acompanhado por investimentos proporcionais em eficiência de saneamento e mitigação de emissões.

Por fim, os registros de eventos climáticos extremos de 2016 — 1 ocorrência de cheia e 13 de seca — embora modestos em valor absoluto, posicionam Ipueiras nos percentis 76 e 92, respectivamente, evidenciando vulnerabilidade hídrica relevante frente ao cenário nacional. Diante disso, recomenda-se priorizar investimentos em redução de perdas no sistema de abastecimento e em ampliação da coleta e destinação adequada de resíduos, medidas que trariam ganhos simultâneos em eficiência hídrica, saúde pública e mitigação de emissões.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

98.5%

2022

0.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

60.5%

2022

133.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

58.0%

2022

23
35.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

40.8%

2022

14
28.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

292.020 tCO₂e

2024

31
154.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

17.015 tCO₂e

2024

20
69.1% no período

Emissões de energia

SEEG

23.850 tCO₂e

2024

45
42.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

13

2016

8
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.