IpuiúnaMG

9.299 habitantes · IBGE 3131505

IA

Resumo socioambiental

Ipuiúna/MG apresenta quadro socioambiental misto, com destaque negativo para o saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 78,0% em 2022, próxima da mediana nacional (76,5%) e acima do percentil 52, mas ainda distante da média mineira (84,3%). Já a coleta de esgoto caiu para 70,0% em 2021, uma retração de 12,8% frente a anos anteriores e bem abaixo da mediana nacional (87,8%) e da UF (85,0%), posicionando o município no percentil 37. O dado mais crítico é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% ao longo de toda a série histórica (2009-2022), enquanto a mediana nacional é de 37,7% e a mineira de 44,5% — evidenciando que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que compromete a qualidade dos recursos hídricos locais.

A perda de água na distribuição, de 17,0% em 2022, mostra tendência de alta (+21,2%) após mínima de 11,2% em 2019, mas ainda é favorável frente ao Brasil, situando o município no percentil 17 (mediana nacional de 29,9%, UF de 35,0%). Nos domicílios, a coleta de resíduos atingiu 74,4% em 2022, com queda de 12,0% desde 2010, enquanto o destino inadequado de resíduos recuou para 9,3%, ainda acima do índice mineiro (7,4%), mas melhor que a mediana nacional (14,9%). Essa combinação de perda de água crescente e coleta domiciliar em declínio sugere necessidade de investimento em infraestrutura de saneamento, especialmente diante da ausência total de tratamento de esgoto.

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram para 83.752 tCO₂e em 2024, recuo de 42,1% desde 2010, situando o município abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos também diminuíram levemente, para 5.020 tCO₂e (-2,1%), coerente com a redução do destino inadequado de domicílios, embora a falta de tratamento de esgoto não gere impacto direto nesse indicador setorial. Em contrapartida, as emissões de energia subiram para 28.530 tCO₂e em 2024 (+10,1%), superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e situando o município no percentil 59, o que indica pressão crescente do setor energético na matriz de emissões local.

Quanto a eventos extremos, o único registro disponível (2016) aponta 2 ocorrências de cheia, acima da mediana nacional (0) e no percentil 87, enquanto não há registros de seca no mesmo ano. A ausência de dados mais recentes limita a análise de tendências hidrológicas, mas o histórico sugere atenção a eventos de cheia combinados com a fragilidade do sistema de esgotamento sanitário, que pode agravar riscos de contaminação hídrica em períodos de precipitação intensa.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

77.5%

2024

56
1.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

60.3%

2024

50
25.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

19.8%

2024

76
16.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.4%

2022

46
12.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.3%

2022

63
40.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

83.752 tCO₂e

2024

65
42.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.020 tCO₂e

2024

58
2.1% no período

Emissões de energia

SEEG

28.530 tCO₂e

2024

41
10.1% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.