IramaiaBA

11.060 habitantes · IBGE 2914307

IA

Resumo socioambiental

Iramaia apresenta quadro socioambiental preocupante no saneamento básico, com sinais mistos em emissões. A cobertura de água atingiu 46,9% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (83,0%), posicionando o município no percentil 18 — ou seja, entre os piores do país nesse indicador. Chama atenção a queda acentuada de -23,6% desde 2010, quando a cobertura chegava a 61,3%, com pico de 76,1% em 2016 seguido de forte retração a partir de 2020. Em contraponto, a perda de água na distribuição caiu para 16,1% em 2024, patamar melhor que a mediana nacional (29,1%) e a estadual (34,5%), indicando alguma eficiência operacional mesmo com cobertura decrescente.

No esgotamento sanitário, o município reporta 100% de coleta em 2021, superando amplamente mediana nacional e estadual, mas com 0% de tratamento no mesmo ano — todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que representa risco direto à qualidade dos corpos hídricos e à saúde pública. Esse quadro se agrava quando observados os dados do Censo IBGE: apenas 55,1% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%), e 44,3% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos, valor muito superior à mediana nacional (14,9%) e à estadual (17,1%), colocando Iramaia no percentil 89 — entre os piores do Brasil nesse quesito, apesar da melhora de -14,9% desde 2010.

Nas emissões de GEE, o total caiu para 38.046 tCO₂e em 2024, com redução de -63,8% frente a 2010, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Contudo, essa trajetória favorável esconde dinâmicas distintas por setor: as emissões de energia dispararam +1.140% no período, atingindo 32.724 tCO₂e em 2024 e superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 61), enquanto as emissões de resíduos cresceram +35,2%, chegando a 4.738 tCO₂e — ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória ascendente que dialoga com a baixa cobertura de coleta e o alto índice de destinação inadequada.

Em síntese, Iramaia combina fragilidades estruturais em água e resíduos sólidos com um esgotamento sanitário incompleto (coleta sem tratamento) e uma matriz energética municipal cada vez mais emissora. A queda geral de emissões parece mais associada a variações do setor de mudança de uso da terra do que a ganhos de eficiência ambiental, exigindo atenção prioritária dos gestores para investimentos em tratamento de esgoto, ampliação da cobertura de água e gestão de resíduos sólidos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

46.9%

2024

18
23.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2021

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

Perda de água

SNIS/SINISA

16.1%

2024

85
31.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

55.1%

2022

20
15.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

44.3%

2022

11
14.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

38.046 tCO₂e

2024

85
63.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.738 tCO₂e

2024

60
35.2% no período

Emissões de energia

SEEG

32.724 tCO₂e

2024

39
1140.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

11

2016

12
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.