IrapuruSP

7.145 habitantes · IBGE 3521606

IA

Resumo socioambiental

Irapuru/SP apresenta um saneamento com resultados desiguais entre os componentes básicos. A cobertura de água atingiu 70,5% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da média estadual (95,2%), posicionando o município no percentil 43 do país — um ponto de atenção, ainda mais considerando que a perda de água na distribuição, embora tenha recuado de 63,0% (2013) para 46,1% (2022), permanece bem acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (32,1%), colocando o município no percentil 80 (pior faixa) desse indicador. Já a coleta de esgoto é universalizada, com 100,0% em 2021, superando tanto a mediana nacional (87,8%) quanto a média estadual (94,6%), o que garante ao município o percentil 100 nesse quesito.

Por outro lado, o tratamento de esgoto sofreu retrocesso expressivo: caiu de 80,0% (2013-2017) para 63,8% em 2022, uma queda de 20,3% no período recente, embora ainda supere a mediana nacional (37,7%) e fique próximo da média estadual (69,6%), com percentil 65. Essa combinação — coleta universal mas tratamento em declínio — sugere que a infraestrutura de ETEs (3 unidades em 2020, percentil 93) não vem operando em plena capacidade ou que houve desativação parcial, um ponto que merece investigação e investimento prioritário, especialmente diante da ausência de registros de seca (0 em 2016) mas com histórico de cheias (2 registros em 2016, percentil 87), o que reforça a necessidade de infraestrutura hídrica resiliente.

No eixo de resíduos sólidos, o quadro é mais favorável: a destinação inadequada de domicílios caiu de 13,3% (2010) para 8,3% (2022), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante da média estadual (1,0%). A coleta domiciliar avançou para 90,6%, superando tanto a mediana nacional (76,9%) quanto a estadual (89,7%). Essa melhora se reflete nas emissões de resíduos, que caíram de 5.001 tCO₂e (2010) para 4.785 tCO₂e (2024), abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Quanto às emissões totais de GEE, o município reduziu de 104.051 tCO₂e (2010) para 85.905 tCO₂e (2024), variação de -17,4%, mantendo-se abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Entretanto, as emissões de energia dispararam +199,9% no período, saltando de 7.312 para 21.926 tCO₂e, superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e situando o município no percentil 53 — tendência que merece monitoramento, pois pode comprometer os ganhos obtidos em outras frentes se não houver transição para fontes mais limpas.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

75.1%

2024

53
6.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

70.8%

2024

60
29.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

59.1%

2024

68
26.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

3

2020

93
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

38.8%

2024

31
38.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.6%

2022

79
4.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.3%

2022

65
37.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

85.905 tCO₂e

2024

64
17.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.785 tCO₂e

2024

59
4.3% no período

Emissões de energia

SEEG

21.926 tCO₂e

2024

47
199.9% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.