IraquaraBA

24.759 habitantes · IBGE 2914406

IA

Resumo socioambiental

Iraquara/BA apresenta quadro socioambiental de saneamento ainda deficitário, apesar de avanços recentes. A cobertura de água atingiu 72,9% em 2022, salto expressivo frente aos 29,8% de 2021, mas ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média baiana (80,7%), posicionando o município no percentil 46. A perda de água, de 21,9% em 2022, está em nível melhor que a mediana nacional (29,9%) e a UF (35,0%), indicando gestão relativamente eficiente da rede apesar da baixa cobertura.

O saneamento de resíduos sólidos é o ponto mais crítico do município. Apenas 51,9% dos domicílios tinham coleta de lixo em 2022, muito distante da mediana nacional (76,9%), e 38,7% dos domicílios ainda tinham destino inadequado de resíduos — quase o triplo da mediana do país (14,9%) e da Bahia (17,1%), colocando Iraquara no percentil 84 (pior situação). Essa deficiência estrutural se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que somaram 10.136 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), evidenciando a relação entre baixa cobertura de coleta e destinação inadequada com o aumento das emissões do setor.

No cômputo geral, as emissões de GEE do município alcançaram 186.917 tCO₂e em 2024, quase o triplo do valor registrado em 2010, com trajetória de crescimento acentuado desde 2020. As emissões de energia lideram esse crescimento, com alta de 470,8% no período (de 6.978 para 39.832 tCO₂e), superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e sinalizando maior dependência de fontes emissoras no setor energético local, mesmo com capacidade instalada de 66 MW em potência eólica, estagnada desde 2021 e abaixo da mediana nacional (126 MW).

Em relação a eventos climáticos, os dados disponíveis (2016) registram ausência de cheias, mas 4 ocorrências de seca observada, ano em que a Bahia concentrou volume expressivo desses registros (2.159), no percentil 72 nacional. Combinados, os indicadores apontam para um município que avançou no acesso à água, mas enfrenta desafios estruturais relevantes em resíduos sólidos e emissões associadas, exigindo investimentos prioritários em coleta, destinação final e transição energética para reverter a trajetória de crescimento das emissões.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

33.0%

2024

8
18.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

5.3%

2024

5
0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

7.1%

2024

31
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

14.3%

2024

88
11.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

51.9%

2022

17
44.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

38.7%

2022

16
39.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

66 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

66 MW

2024

30
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

186.917 tCO₂e

2024

42
179.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.136 tCO₂e

2024

34
68.6% no período

Emissões de energia

SEEG

39.832 tCO₂e

2024

35
470.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.