IraráBA

29.509 habitantes · IBGE 2914505

IA

Resumo socioambiental

Irará/BA apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com desempenho positivo no abastecimento de água e desafios estruturais em saneamento e resíduos. A cobertura de água atingiu 88,5% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (80,7%), posicionando o município no percentil 68. As perdas de água, por sua vez, caíram para 3,6% em 2022 — um resultado expressivo frente à mediana nacional (29,9%) e à UF (35,0%), colocando o município no percentil 4, ou seja, entre os mais eficientes do país nesse indicador, com queda consistente desde o pico de 33,2% em 2014.

O cenário de esgotamento sanitário é o ponto mais crítico. Apenas 48,9% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (69,0%), enquanto o destino inadequado de dejetos atinge 43,8% dos domicílios, quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e a estadual (17,1%), colocando Irará no percentil 89 — entre os piores do país. Essa deficiência sanitária ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que somaram 12.275 tCO₂e em 2024, variação de +67,2% desde 2010, superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 72.

Em termos de emissões totais de GEE, Irará registrou 107.656 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), com o setor de energia contribuindo com 21.096 tCO₂e, próximo à mediana nacional (18.929 tCO₂e). A trajetória de emissões totais oscilou nos últimos anos, com pico em 2022 (126.563 tCO₂e) e leve recuo até 2024, mas o componente de resíduos segue em trajetória ascendente, reforçando a necessidade de investimentos em coleta e tratamento de esgoto para conter esse vetor de emissões.

Quanto a eventos hidrológicos, o município registrou 1 ocorrência de cheia e 3 de seca em 2016, valores pontuais frente à ausência de registros medianos nacionais, mas que sinalizam vulnerabilidade climática a ser monitorada. Em síntese, Irará combina avanços notáveis na gestão da água com um déficit estrutural em esgotamento sanitário, que se reflete diretamente no aumento das emissões de resíduos — uma prioridade clara para investimentos futuros.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

88.5%

2022

147.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

8.7%

2024

95
37.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

48.9%

2022

14
13.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

43.8%

2022

11
22.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

107.656 tCO₂e

2024

57
3.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.275 tCO₂e

2024

28
67.2% no período

Emissões de energia

SEEG

21.096 tCO₂e

2024

48
5.9% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.