IratiPR
60.796 habitantes · IBGE 4110706
Resumo socioambiental
Irati/PR apresenta saneamento básico consolidado acima da média nacional, mas com sinais recentes de retração que merecem atenção. A cobertura de água atingiu 83,4% em 2024, acima da mediana brasileira (73,2%) e no percentil 66, porém abaixo do pico de 100% registrado em 2022, indicando perda de cobertura nos últimos dois anos. Padrão semelhante ocorre na coleta de esgoto, que caiu de 100% (2018-2021) para 82,5% em 2024 — ainda superior à mediana nacional (59,9%) e próxima da média estadual (82,9%), mas evidenciando reversão de uma trajetória antes exemplar. Já o tratamento de esgoto segue em trajetória positiva, alcançando 88,8% em 2024, muito acima da mediana do país (33,3%) e da média paranaense (78,8%), posicionando o município no percentil 91 nacional — um resultado destacado, sustentado por 2 ETEs em operação (dado de 2020).
A perda de água na distribuição, embora ainda alta em termos absolutos (27,2% em 2024), vem caindo consistentemente desde 2018 (36,0%) e já está abaixo da mediana nacional (29,1%) e da média do Paraná (29,0%), sugerindo ganhos reais de eficiência operacional que provavelmente contribuem para a melhora simultânea no tratamento de esgoto. No âmbito social, o Censo 2022 mostra avanço na coleta domiciliar de resíduos (84,0%, alta de 4,2 p.p. desde 2010) e redução do destino inadequado de resíduos domiciliares para 13,1%, uma queda expressiva de 32,6% frente a 2010, embora ainda acima da média estadual (5,6%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram fortemente para 257.091 tCO₂e em 2024 (-33,3% frente ao ano anterior e bem abaixo do pico de 731.429 em 2021), mas o município ainda está no percentil 66 nacional, acima da mediana (138.513 tCO₂e). Essa redução recente contrasta com a trajetória de energia, cujas emissões cresceram 78,9% na série e chegaram a 194.290 tCO₂e em 2024, colocando Irati no percentil 89 do país — o maior destaque negativo do dossiê. As emissões de resíduos também são elevadas relativamente (28.070 tCO₂e, percentil 88), o que dialoga com o avanço observado no tratamento de esgoto: o progresso no saneamento não neutraliza, isoladamente, a pressão crescente do setor energético sobre o perfil de emissões municipal.
Eventos hidrológicos registrados em 2016 indicam exposição a risco de cheias (4 registros, percentil 96 nacional), sem registros de seca no mesmo ano. Em síntese, Irati exibe infraestrutura de saneamento historicamente forte e em trajetória de eficiência hídrica, mas enfrenta dois desafios simultâneos: reverter a recente queda em cobertura de água e esgoto, e conter o crescimento acelerado das emissões ligadas à energia, que hoje pesam mais no perfil climático do município do que os ganhos obtidos no tratamento de esgoto e na gestão de resíduos domiciliares.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
82.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
88.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
27.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
84.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
13.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
257.091 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
28.070 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
194.290 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
