IratiSC
2.100 habitantes · IBGE 4207858
Resumo socioambiental
Irati/SC apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos em coleta de resíduos sólidos, mas fragilidades estruturais no saneamento de água. A cobertura de água atingiu 67,7% em 2022, ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (90,1%, percentil 39), com trajetória instável: houve queda abrupta entre 2015 (98,3%) e 2018 (21,4%), seguida de recuperação parcial recente. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que chegou a 54,5% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,6%), posicionando o município no percentil 88 (pior faixa do país). Esse indicador sugere ineficiência operacional relevante na rede, que compromete a eficácia da cobertura formal e pode estar associada aos mesmos problemas que causaram a queda abrupta de cobertura em 2018.
Em contrapartida, a gestão de resíduos domiciliares evoluiu positivamente: a coleta atende 94,8% dos domicílios em 2022 (alta de +50,8 p.p. desde 2010), superando a mediana nacional (76,9%) e a UF (89,7%), no percentil 90. O destino inadequado de resíduos caiu para 5,2% (de 37,2% em 2010), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do valor de referência da UF (3,2%). Essa melhoria contrasta, porém, com o aumento constante das emissões de GEE por resíduos, que passaram de 532 para 691 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+29,9%) — um sinal de que o crescimento da coleta não foi acompanhado de tratamento ou destinação com menor pegada de carbono, ainda que o volume absoluto permaneça no percentil 1 nacional (bem abaixo da mediana de 6.191 tCO₂e).
No balanço geral de emissões, Irati é aparentemente pouco emissora: as emissões totais somaram 29.163 tCO₂e em 2024, com queda de 29% desde o pico de 2022 (48.098 tCO₂e), ficando no percentil 11 nacional. Chama atenção, porém, o crescimento acentuado das emissões de energia, que saltaram de 2.495 para 4.134 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+65,7%), indicando pressão crescente do setor energético mesmo com a queda das emissões totais — provavelmente puxada por outros setores, como agropecuária ou mudança de uso da terra.
Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheia em 2016, mas foram identificados 5 registros de seca no mesmo ano, ainda que a UF tenha registrado volume muito superior (857). A ausência de dados mais recentes nesse indicador limita a análise da vulnerabilidade climática atual do município. Em síntese, os principais desafios de Irati estão concentrados na eficiência da rede de água (perda elevada) e no controle de emissões associadas a resíduos e energia, mesmo diante de avanços consistentes na universalização da coleta domiciliar.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
26.2%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
75.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
94.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Clima
Emissões de GEE
SEEG
29.163 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
691 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.134 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
