IretamaPR

10.843 habitantes · IBGE 4110805

IA

Resumo socioambiental

Iretama apresenta déficit estrutural no saneamento básico, especialmente no componente de esgotamento sanitário. A coleta de água atingiu 69,6% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e distante do patamar paranaense (89,5%), posicionando o município no percentil 45. Mais preocupante é a trajetória recente: após atingir 91,0% em 2021, o indicador recuou para 63,6% em 2023 antes de se recuperar parcialmente, sugerindo instabilidade na gestão ou nos dados reportados que merece verificação local. Já a coleta de esgoto é criticamente baixa, com apenas 2,4% em 2024 (percentil 2 nacional), muito aquém da mediana do país (59,9%) e do estado (82,9%); o tratamento de esgoto, embora tenha crescido 36,4% no ano, também permanece marginal, em 3,4%.

Essa lacuna em esgotamento sanitário se reflete no indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, que soma 21,3% em 2022 — acima da mediana nacional (14,9%) e do Paraná (5,6%), no percentil 62, o pior indicador relativo do dossiê. Ainda assim, houve melhora expressiva frente a 2010 (30,1%), assim como a coleta domiciliar de resíduos avançou para 77,0%, praticamente em linha com a mediana nacional. A perda de água na distribuição, de 24,4% em 2024, mostra queda de 10,9% no último ano e fica abaixo da mediana nacional (29,1%) e da média estadual (29,0%), indicando que, apesar dos desafios em esgoto, a rede de abastecimento apresenta desempenho relativamente melhor.

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram significativamente, de 167.023 tCO₂e (2023) para 130.194 tCO₂e (2024), redução de 46,6% frente a 2010, situando o município próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 48). Entretanto, as emissões de resíduos seguem em leve alta (+22,3% desde 2010, chegando a 6.368 tCO₂e), tendência coerente com a fragilidade do tratamento de esgoto e destinação inadequada observada nos indicadores de saneamento. As emissões de energia também cresceram 15,5% no período, embora tenham recuado no último ano, ficando próximas da mediana nacional.

Os registros de eventos hidrológicos (2 cheias e 1 seca em 2016, últimos dados disponíveis) posicionam o município acima da mediana nacional para cheias (percentil 87), o que reforça a importância de investimentos em infraestrutura de drenagem e resiliência hídrica, especialmente diante da fragilidade ainda presente no esgotamento sanitário. Em síntese, Iretama avançou em abastecimento de água e reduziu emissões totais, mas o esgotamento sanitário permanece como o principal gargalo socioambiental, com efeitos diretos sobre a destinação de resíduos e as emissões associadas, exigindo priorização de investimentos nessa área.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

69.6%

2024

45
11.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

2.4%

2024

2
1.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

3.4%

2024

28
36.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

24.4%

2024

63
10.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

77.0%

2022

50
10.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.3%

2022

38
29.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

130.194 tCO₂e

2024

52
46.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.368 tCO₂e

2024

49
22.3% no período

Emissões de energia

SEEG

17.920 tCO₂e

2024

51
15.5% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.