IrineópolisSC

10.437 habitantes · IBGE 4207908

IA

Resumo socioambiental

Irineópolis apresenta em 2022 cobertura de água de apenas 45,8%, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e do patamar catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 16 — entre os piores do país nesse indicador. Apesar do avanço de +31,7% desde 2008, o salto mais expressivo ocorreu somente no último ano registrado, o que sugere investimento recente ainda insuficiente para equiparar o município aos padrões estaduais. A perda de água, de 28,8% em 2022, está próxima da mediana nacional (29,9%) e abaixo da UF (34,6%), indicando que, embora a distribuição seja limitada, a eficiência da rede existente não é o principal gargalo.

No saneamento de esgoto, o quadro é mais preocupante: a coleta domiciliar caiu de 72,0% (2010) para 58,2% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e distante da UF (89,7%), enquanto o destino inadequado, embora tenha recuado de 28,0% para 19,4% no mesmo período, ainda supera a mediana brasileira (14,9%) e é muito superior ao valor catarinense (3,2%), colocando o município no percentil 59 — pior que a maioria do país. Essa combinação de queda na cobertura de coleta com destinação ainda inadequada ajuda a explicar o forte crescimento das emissões de resíduos, que saltaram de 5.706 tCO₂e (2019) para 11.435 tCO₂e em 2024, variação de +177,8% na série histórica, superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 70.

Em contrapartida, as emissões totais de GEE recuaram para 133.235 tCO₂e em 2024, uma queda de 17,9% frente a 2010, aproximando-se da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 49) após anos de forte oscilação, com pico de 475.824 tCO₂e em 2021. As emissões de energia, no entanto, mantêm trajetória de leve alta (+5,9%), atingindo 41.038 tCO₂e em 2024, mais que o dobro da mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo uma matriz energética municipal ainda pouco eficiente frente à geração hidráulica estagnada em 6 MW desde 2010 — abaixo da mediana nacional (10 MW).

Do ponto de vista hidrometeorológico, o único ano com registros disponíveis (2016) mostra 5 ocorrências de cheia e 3 de seca, posicionando o município nos percentis 98 e 68, respectivamente, indicando vulnerabilidade climática relevante frente ao restante do país. Em síntese, Irineópolis enfrenta desafios estruturais simultâneos em abastecimento de água, coleta e destinação de esgoto, com reflexo direto no aumento das emissões de resíduos, exigindo prioridade de investimento em saneamento básico para reverter indicadores abaixo da média nacional e catarinense.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

40.6%

2024

13
4.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

32.7%

2024

42
28.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

58.2%

2022

24
19.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

19.4%

2022

41
30.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

6 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

6 MW

2024

45
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

133.235 tCO₂e

2024

51
17.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.435 tCO₂e

2024

30
177.8% no período

Emissões de energia

SEEG

41.038 tCO₂e

2024

34
5.9% no período

Registros de cheia

ANA

5

2016

2
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.