IrupiES

14.513 habitantes · IBGE 3202652

IA

Resumo socioambiental

Irupi/ES apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico, configurando o principal desafio socioambiental do município. A cobertura de água atingiu apenas 33,5% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média capixaba (83,5%), posicionando o município no percentil 8 do país — ou seja, entre os piores do Brasil neste indicador. A situação é ainda mais crítica quando se observa o acesso domiciliar à coleta de resíduos sólidos: apenas 5,0% dos domicílios eram atendidos em 2022, uma queda drástica frente aos 51,5% registrados em 2010 (variação de -90,3%), refletindo possível mudança metodológica do Censo ou deterioração real do serviço. Como consequência direta, o destino inadequado de resíduos domiciliares atinge 33,4% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima do percentil estadual (6,9%), colocando o município no percentil 78 nacional — entre os piores do país nesse quesito.

O esgotamento sanitário também é preocupante: a coleta de esgoto está em 58,0% (2021), abaixo da mediana nacional (87,8%) mas acima da média do Espírito Santo (69,8%), e o tratamento é inexistente (0,0%) desde 2018, com histórico de oscilações (chegou a 40,2% em 2016). Isso significa que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, comprometendo corpos hídricos locais. Por outro lado, a perda de água na distribuição está em 15,8% (2022), consideravelmente melhor que a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (29,0%), indicando eficiência operacional na rede de abastecimento, ainda que a cobertura seja baixa.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram para 42.207 tCO₂e em 2024, redução de 38,1% frente ao pico de 2022, situando o município no percentil 17 nacional (abaixo da mediana de 138.513 tCO₂e). Entretanto, essa trajetória positiva é puxada pela queda em outras fontes, pois as emissões de energia cresceram 79,4% no período (chegando a 33.872 tCO₂e, percentil 62) e as de resíduos aumentaram 39,5% (5.153 tCO₂e), aproximando-se da mediana nacional (6.191 tCO₂e). Esse crescimento nas emissões de resíduos dialoga diretamente com a fragilidade do sistema de coleta e destinação inadequada observada no saneamento, sugerindo que a gestão de resíduos sólidos é hoje o elo mais fraco da política ambiental municipal.

Em síntese, Irupi enfrenta um quadro de defasagem estrutural em saneamento — especialmente em cobertura de água e tratamento de esgoto — que exige investimento prioritário, dado que os indicadores de eficiência (perda de água) mostram capacidade técnica local, mas a expansão de cobertura não acompanhou essa eficiência. A ausência de registros de cheia e seca em 2016 não permite avaliar riscos hidroclimáticos recentes, sendo recomendável atualização desses dados para complementar o diagnóstico.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

30.6%

2024

7
5.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

23.5%

2024

18
76.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

17.9%

2024

39

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.1%

2024

55
8.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

5.0%

2022

0
90.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

33.4%

2022

22
31.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

42.207 tCO₂e

2024

83
38.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.153 tCO₂e

2024

57
39.5% no período

Emissões de energia

SEEG

33.872 tCO₂e

2024

38
79.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.