ItabelaBA

29.563 habitantes · IBGE 2914653

IA

Resumo socioambiental

Itabela/BA apresenta em 2024 cobertura de água de 88,7%, acima da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (83,0%), posicionando o município no percentil 75 do país — um avanço de 23,5% desde 2010, com recuperação recente após queda entre 2022 e 2023. Esse resultado positivo, contudo, é acompanhado por perda de água elevada, de 23,3% em 2024, ainda que em queda frente ao pico de 31,6% em 2023, indicando ineficiência operacional relevante na distribuição, mesmo com percentil 34 (abaixo da mediana nacional de 29,1%).

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município: a coleta atinge apenas 3,4% dos domicílios e o tratamento também 3,4%, ambos muito distantes das medianas nacionais (59,9% e 33,3%, respectivamente) e das médias baianas (56,9% e 39,2%). Itabela figura no percentil 3 nacional para coleta de esgoto, evidenciando defasagem estrutural severa e estagnação da série desde 2016, com leve retração em vez de melhora. Esse quadro contrasta com o indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, que caiu para 11,9% em 2022 (percentil 44, melhor que a mediana nacional de 14,9%), sugerindo que o problema sanitário do município está concentrado na rede de esgoto, e não na gestão geral de resíduos sólidos domiciliares.

No eixo de emissões, o município é emissor relevante frente ao porte populacional: as emissões totais de GEE somaram 360.189 tCO₂e em 2024 (percentil 74), com aumento de 6,6% no ano, enquanto as emissões de resíduos cresceram 43,7% desde 2010, atingindo 15.497 tCO₂e (percentil 78) — trajetória compatível com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e prováveis lacunas na gestão de resíduos orgânicos. As emissões de energia também cresceram (+9,9% em 2024, para 73.838 tCO₂e), reforçando uma tendência de aumento das pressões ambientais que exige atenção da gestão local.

Em síntese, Itabela avançou de forma consistente no abastecimento de água, mas enfrenta déficit crítico e persistente em coleta e tratamento de esgoto, o que, combinado ao crescimento das emissões de resíduos e energia, aponta para a necessidade prioritária de investimento em infraestrutura de esgotamento sanitário como eixo central de qualquer estratégia socioambiental municipal.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

88.7%

2024

75
23.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

3.4%

2024

3
22.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

3.4%

2024

28
36.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.3%

2024

66
1260.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

79.1%

2022

54
11.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

11.9%

2022

56
8.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

360.189 tCO₂e

2024

26
6.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

15.497 tCO₂e

2024

22
43.7% no período

Emissões de energia

SEEG

73.838 tCO₂e

2024

24
9.9% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.