ItabiSE

4.823 habitantes · IBGE 2803104

IA

Resumo socioambiental

Itabi/SE apresenta desempenho sólido no abastecimento de água, com cobertura de 97,8% em 2022 — bem acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (91,7%), posicionando o município no percentil 83. Em contrapartida, a perda de água na distribuição é elevada, atingindo 58,4% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à própria referência estadual (52,8%), colocando o município no percentil 91 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação indica um sistema que entrega água à maior parte da população, mas com ineficiência operacional relevante, gerando desperdício de recursos e custos adicionais de produção.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do dossiê. Embora a coleta tenha atingido 100% em 2016 (dado mais recente disponível, já superior à mediana nacional de 87,8%), o tratamento de esgoto é 0,0%, mesmo ano-base, contra uma mediana nacional de 37,7% e estadual de 46,3%. Isso significa que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, com potencial impacto direto na qualidade dos corpos hídricos locais e na saúde pública. Na gestão de resíduos sólidos domiciliares, houve avanço expressivo: o destino inadequado caiu de 27,5% (2010) para 15,4% (2022), redução de 44,2%, embora ainda ligeiramente acima da mediana nacional (14,9%) e bem acima da referência estadual (8,5%).

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 56.063 tCO₂e em 2024, com variação modesta de +0,7% no ano, mas oscilações significativas ao longo da série — chegando a 73.660 tCO₂e em 2013 e caindo para 24.482 tCO₂e em 2018. O valor de 2024 fica abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 24. Chama atenção o crescimento acentuado das emissões de energia, que saltaram de 331 tCO₂e (2010) para 7.699 tCO₂e (2024), variação de mais de 2.200%, refletindo provável expansão do consumo energético local. As emissões de resíduos também cresceram 51,5% na década, atingindo 3.896 tCO₂e em 2024, tendência coerente com a ausência de tratamento de esgoto e reforçando a necessidade de investimentos conjuntos em saneamento e gestão de resíduos.

Em relação a eventos hidrológicos, o registro de 2016 não aponta ocorrências de cheia, mas indica 10 registros de seca observada, valor inferior à média estadual (240) e à mediana nacional é zero, sugerindo exposição pontual a estiagens que merece monitoramento contínuo, especialmente diante da alta perda de água na rede de distribuição.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

97.6%

2024

90
0.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2016

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2016

Perda de água

SNIS/SINISA

56.0%

2024

12
7.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.2%

2022

62
14.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.4%

2022

49
44.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

56.063 tCO₂e

2024

76
0.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.896 tCO₂e

2024

66
51.5% no período

Emissões de energia

SEEG

7.699 tCO₂e

2024

70
2227.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

10

2016

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.