ItabiraMG
117.747 habitantes · IBGE 3131703
Resumo socioambiental
Itabira apresenta indicadores de saneamento consistentemente superiores às referências nacionais, mas com trajetória de deterioração recente que merece atenção. A cobertura de água atingiu 92,6% em 2024, bem acima da mediana nacional (73,2%) e da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 81. Contudo, houve queda de 7,4% em relação ao início da série, e a perda de água, que é indicador de pior-quanto-maior, chegou a 30,5% em 2024 — patamar próximo à mediana nacional (29,1%), mas com histórico de oscilação intensa, tendo alcançado 46,7% em 2023. A coleta de esgoto, embora ainda alta (86,4%, percentil 78), também recuou 10,1% na década, e o tratamento de esgoto caiu para 28,9%, abaixo da mediana nacional (33,3%) e da média estadual (44,6%), representando queda de 21,1% frente ao início da série e o menor valor do histórico registrado. Essa combinação — mais domicílios ligados à rede, mas proporcionalmente menos esgoto tratado — sugere possível defasagem na capacidade das duas ETEs existentes frente ao crescimento da coleta.
No eixo climático, o quadro é mais preocupante. As emissões totais de GEE somaram 880.202 tCO₂e em 2024, valor 14,9% maior que em 2010 e muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 88. O setor de energia é o principal responsável (567.482 tCO₂e, percentil 96), seguido por resíduos, que cresceram 21,2% na década e atingiram 68.266 tCO₂e (percentil 95) — crescimento coerente com a queda na eficiência do tratamento de esgoto, já que ambos podem refletir maior geração de efluentes e resíduos sem destinação adequada proporcional. A capacidade instalada de biomassa permanece estagnada em 320 kW desde 2010, muito aquém da mediana nacional (5 MW), indicando ausência de investimento em fontes renováveis locais que poderiam mitigar parte dessas emissões.
Por outro lado, os indicadores de resíduos sólidos domiciliares são positivos: a coleta atende 92,7% dos domicílios (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da média mineira (86,1%), enquanto o destino inadequado caiu para 3,1%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%), com redução de 55,5% desde 2010. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a ausência de atualização recente desses dados limita a análise de riscos hidroclimáticos atuais.
Em síntese, Itabira mantém infraestrutura de saneamento acima da média nacional, mas enfrenta sinais de estagnação ou retrocesso no tratamento de esgoto e crescimento expressivo das emissões de GEE, especialmente em energia e resíduos. A ausência de expansão em geração renovável e a queda no tratamento de esgoto frente ao aumento da coleta sugerem que investimentos em ampliação e modernização das ETEs, associados a estratégias de mitigação de emissões industriais e energéticas, são prioridades para reverter as tendências negativas identificadas.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
92.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
86.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
28.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
30.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.1%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
320 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
880.202 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
68.266 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
567.482 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
