ItacajáTO

6.969 habitantes · IBGE 1710508

IA

Resumo socioambiental

Itacajá/TO apresenta quadro sanitário preocupante, com retrocessos expressivos frente a patamares alcançados há poucos anos. A cobertura de água atingiu 61,8% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média do Tocantins (84,2%), posicionando o município no percentil 34. Mais grave é a trajetória do esgotamento sanitário: a coleta caiu para 29,7% em 2024 (variação de -12,1% no período recente), muito distante dos 89,5% registrados entre 2019 e 2021, e o tratamento de esgoto zerou completamente, saindo de 20% em 2016 para 0,0% desde 2018 — nível inferior à mediana nacional (33,3%) e à do estado (52,1%). Essa perda de capacidade operacional é corroborada pelo aumento acentuado da perda de água na distribuição, que saltou de 29,2% (2022) para 44,3% (2023-2024), variação de +387,1% desde 2010 e bem acima da mediana nacional (29,1%) e estadual (30,8%), colocando o município no percentil 77 (pior faturamento de água tratada por vazamentos).

Do lado dos domicílios, o Censo 2022 confirma o quadro deficitário: apenas 70,3% têm coleta de esgoto (mediana nacional 76,9%) e 27,9% ainda têm destino inadequado de dejetos, quase o dobro da mediana do país (14,9%), situando Itacajá no percentil 71 (pior) desse indicador. A ausência de tratamento de esgoto combinada com a piora na coleta e no destino domiciliar sugere fragilidade estrutural na gestão do saneamento, possivelmente associada à interrupção operacional da única ETE do município (1 unidade, dado de 2020) ou à insuficiência de investimentos para sustentar os ganhos observados entre 2018 e 2022.

Na dimensão climática, as emissões totais de GEE recuaram para 999.655 tCO₂e em 2024, queda de 27,7% em relação a 2010, mas o município ainda figura no percentil 90 nacional, evidenciando emissões muito superiores à mediana do Brasil (138.513 tCO₂e), refletindo o peso do uso da terra e da pecuária típico da região amazônica/cerrado. Chama atenção o crescimento das emissões de energia, que mais que dobraram desde 2010 (+71,5%, chegando a 10.111 tCO₂e em 2024), e das emissões de resíduos, que subiram 41,2% no período, atingindo 4.962 tCO₂e — tendência coerente com a deterioração do sistema de esgotamento e tratamento, que tende a aumentar a decomposição anaeróbica e as emissões associadas ao manejo inadequado de efluentes e resíduos.

Em síntese, Itacajá enfrenta um cenário de regressão nos indicadores de saneamento — especialmente na coleta e tratamento de esgoto — combinado com aumento das perdas de água e das emissões vinculadas a energia e resíduos. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a fragilidade da infraestrutura sanitária e o percentual expressivo de destinação inadequada de dejetos indicam vulnerabilidade ambiental e sanitária que demandam atenção prioritária dos gestores locais, com foco na retomada do tratamento de esgoto e

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

61.8%

2024

34
2.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

29.7%

2024

22
12.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

44.3%

2024

23
387.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.3%

2022

39
7.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

27.9%

2022

29
19.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

999.655 tCO₂e

2024

10
27.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.962 tCO₂e

2024

58
41.2% no período

Emissões de energia

SEEG

10.111 tCO₂e

2024

64
71.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.