ItacaréBA
29.337 habitantes · IBGE 2914901
Resumo socioambiental
Itacaré apresenta um saneamento básico em estágio intermediário, com sinais de oscilação recente. A cobertura de água atingiu 69,0% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média baiana (80,7%), posicionando o município no percentil 41 — mas a série histórica mostra que o indicador já alcançou patamares superiores a 80% entre 2011 e 2018, seguidos de queda expressiva a partir de 2019, sugerindo perda de eficiência operacional ou de cobertura do serviço. A coleta de esgoto, em 62,2% (2021), ficou próxima da média estadual (63,0%) mas distante da mediana nacional (87,8%). Por outro lado, o tratamento de esgoto surpreende positivamente: 60,3% em 2022 supera tanto a mediana do Brasil (37,7%) quanto a da Bahia (53,1%), colocando o município no percentil 63 — um resultado relevante considerando que o município opera apenas 1 ETE (2020), no mesmo nível da mediana nacional.
Há uma contradição relevante entre os dados do SNIS e os do Censo IBGE: enquanto o SNIS indica avanços em coleta e tratamento de esgoto, o Censo mostra que apenas 55,1% dos domicílios tinham coleta em 2022, com queda de 5,5% desde 2010 e percentil 20 (abaixo da mediana nacional de 76,9%). O destino inadequado de resíduos domiciliares, embora tenha caído de 41,6% (2010) para 25,0% (2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a baiana (17,1%), evidenciando que parte da população permanece descoberta por soluções adequadas de destinação. A perda de água, em 21,2% (2022), é indicador positivo: está abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), com tendência de queda desde 2019.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 130.706 tCO₂e em 2024, próximas da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com trajetória de forte oscilação — pico de 349.582 tCO₂e em 2022 seguido de recuo. As emissões de resíduos cresceram de forma constante (+88,4% desde 2010, chegando a 12.935 tCO₂e em 2024), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 73, o que reforça a necessidade de atenção à gestão de resíduos sólidos, coerente com os indicadores de destinação inadequada. As emissões de energia também cresceram substancialmente (+371,7%), atingindo 26.212 tCO₂e, acima da mediana nacional.
A capacidade de geração solar é incipiente: 86 kW instalados, estagnados desde 2023, no percentil 10 nacional — um contraste com o potencial turístico e ambiental do município. Não há registros de eventos de cheia ou seca no ano disponível (2016), sem elementos para avaliar riscos hidrológicos recentes. Em síntese, Itacaré avançou historicamente em tratamento de esgoto e redução de perdas de água, mas enfrenta desafios de cobertura domiciliar de coleta, gestão de resíduos e diversificação energética, que merecem prioridade na agenda de investimentos socioambientais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
82.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
36.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
48.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
15.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
55.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
25.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
86 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
86 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
86 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
130.706 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
12.935 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
26.212 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
