ItacurubaPE
4.490 habitantes · IBGE 2607406
Resumo socioambiental
Itacuruba/PE apresenta um quadro socioambiental misto, marcado por retrocesso recente no saneamento básico e por trajetória favorável nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água caiu de forma expressiva, passando de 100,0% entre 2014 e 2020 para 81,5% em 2024, uma perda de 14,4 pontos percentuais que reverte quase quinze anos de universalização do serviço. Ainda assim, o município permanece acima da mediana nacional (73,2%) e do estado (71,4%), ocupando o percentil 62. A perda de água na distribuição, por sua vez, mostrou melhora considerável no período (-69,7%), embora tenha subido de 8,9% em 2022 para 21,0% em 2024, indicador que merece monitoramento para não comprometer os ganhos obtidos.
No saneamento de esgoto, os dados mais recentes disponíveis (2016) indicam coleta de 100,0% e tratamento de 60,8%, ambos superiores às medianas nacionais (59,9% e 33,3%, respectivamente) e estaduais (37,6% e 33,7%). Contudo, a ausência de atualizações posteriores a 2016 limita a avaliação da situação atual e sugere lacuna de reporte ao SNIS/SINISA. Já pelo Censo IBGE, a proporção de domicílios com coleta de resíduos caiu de 85,5% (2010) para 78,2% (2022), enquanto o destino inadequado de resíduos subiu de 14,5% para 19,3% no mesmo período — piora que ultrapassa as referências nacional (14,9%) e estadual (14,8%), colocando o município no percentil 58, desfavorável. Essa deterioração na gestão de resíduos sólidos é coerente com o crescimento constante das emissões de resíduos no SEEG, que passaram de 1.826 para 2.525 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+38,3%), evidenciando relação direta entre a queda na cobertura de coleta e o aumento das emissões associadas à disposição inadequada.
Em relação ao clima, as emissões totais de GEE caíram de forma acentuada, de 27.022 tCO₂e em 2015 para 4.324 tCO₂e em 2024 (-55,0% desde 2010), posicionando Itacuruba no percentil 4 nacional — muito abaixo da mediana de 138.513 tCO₂e, refletindo pequena escala de atividades emissoras no município. Chama atenção, porém, o surgimento e crescimento constante das emissões de energia, inexistentes até 2019 e que atingiram 4.029 tCO₂e em 2024, indicando uma nova fonte de emissões a ser acompanhada, ainda que o valor permaneça abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Quanto a eventos hidrológicos extremos, os dados disponíveis (2016) registram ausência de cheias, mas 17 registros de seca observada, valor muito acima da mediana nacional (0) e próximo ao padrão estadual mais severo, posicionando o município no percentil 97 — situação que reforça a vulnerabilidade hídrica da região e a importância de investimentos continuados em infraestrutura de abastecimento, especialmente diante da recente queda na cobertura de água.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
81.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2016
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
60.8%
2016
Perda de água
SNIS/SINISA
21.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
78.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
19.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
4.324 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.525 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.029 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
17
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
