ItagimirimBA
6.512 habitantes · IBGE 2915304
Resumo socioambiental
Itagimirim/BA apresenta um quadro socioambiental misto, com fragilidades relevantes em saneamento e uma trajetória preocupante nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água chegou a 77,4% em 2024, com queda de 2,4% em relação ao início da série, mas ainda acima da mediana nacional (73,2%) e próxima da média estadual (83,0%), posicionando o município no percentil 56. A perda de água, embora tenha recuado 19,2% desde 2010 e esteja em 22,6% em 2024 — melhor que a mediana nacional (29,1%) e a média da Bahia (34,5%) —, ainda representa quase um quarto da água distribuída, indicando espaço para ganhos de eficiência operacional.
O saneamento básico mostra sinais de deterioração relativa. A cobertura de coleta domiciliar caiu de 85,3% em 2010 para 68,8% em 2022, ficando abaixo da mediana nacional (76,9%), embora próxima da média estadual (69,0%). O destino inadequado de resíduos, em 14,6%, é ligeiramente inferior à mediana nacional (14,9%) e à UF (17,1%), mas a estagnação desse indicador ao longo de 12 anos sugere que os investimentos em gestão de resíduos não avançaram na mesma proporção da população. Essa lacuna se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 12,1% desde 2010 e somaram 3.690 tCO₂e em 2024, ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e do patamar estadual.
O ponto mais crítico do dossiê é a evolução das emissões totais de GEE, que saltaram 65,7% desde 2010, atingindo 363.852 tCO₂e em 2024 — muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 74. Esse salto foi puxado principalmente pelas emissões de energia, que quase triplicaram (+189,2%) no período, chegando a 39.437 tCO₂e, também acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Esse comportamento contrasta com o desempenho relativamente estável de resíduos e saneamento, sugerindo que o crescimento das emissões está concentrado na matriz energética municipal, e não na gestão de dejetos ou água.
Por fim, os registros hidrológicos disponíveis (apenas para 2016) indicam 2 ocorrências de cheia, no percentil 87 nacional, sinalizando exposição a eventos extremos, ainda que a série histórica seja limitada para conclusões mais amplas. Em conjunto, os dados apontam para um município com desempenho mediano em água e resíduos, mas que demanda atenção prioritária ao controle das emissões de energia e à modernização da coleta domiciliar, área que retrocedeu nas últimas duas décadas.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
22.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
68.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
14.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
363.852 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.690 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
39.437 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
