ItaguaçuES
14.065 habitantes · IBGE 3202702
Resumo socioambiental
Itaguaçu/ES apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços relevantes no saneamento e queda expressiva nas emissões totais de gases de efeito estufa, mas com sinais de atenção em perdas de água e resíduos. A cobertura de água caiu para 71,3% em 2022, recuando 1,1% em relação ao ano anterior e ficando abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média capixaba (83,5%), posicionando o município no percentil 43 — um retrocesso frente ao pico de 89,0% observado em 2019. Em contrapartida, a coleta de esgoto atingiu 87,6% (2021), próxima da mediana nacional (87,8%) e bem acima da média do Espírito Santo (69,8%), enquanto o tratamento de esgoto chegou a 51,9% em 2022, superando tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a estadual (44,6%). Essa combinação é reforçada pela presença de 6 ETEs no município (2020), número que coloca Itaguaçu no percentil 97 nacional, evidenciando infraestrutura de tratamento acima do padrão do país.
A perda de água na distribuição, de 10,3% (2022), embora tenha subido nos últimos dois anos, ainda é muito inferior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (29,0%), situando o município no percentil 8 — ou seja, entre os melhores desempenhos do país nesse quesito, mesmo com a recente reversão da trajetória de queda observada entre 2009 e 2015. Já os domicílios com coleta de resíduos alcançaram 82,2% em 2022, acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (81,5%), enquanto o destino inadequado de resíduos domiciliares caiu para 14,6%, valor próximo à mediana do país (14,9%), mas ainda distante do patamar estadual (6,9%).
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram para 47.364 tCO₂e em 2024, uma redução de 64,6% frente a 2023, colocando o município no percentil 20 nacional (ou seja, entre os menores emissores comparativamente). Esse resultado é puxado principalmente pela queda nas emissões de energia (12.890 tCO₂e, -16,1%), abaixo da mediana nacional. Entretanto, as emissões de resíduos seguem em trajetória de alta, atingindo 9.620 tCO₂e em 2024 (+50% desde 2010), superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 65 — um contraponto preocupante ao avanço do tratamento de esgoto, sugerindo que a gestão de resíduos sólidos não acompanhou os ganhos observados no saneamento hídrico.
Por fim, os registros históricos de eventos extremos (2016) mostram 6 ocorrências de cheia e 3 de seca, valores que, embora datados, superam a mediana nacional (zero registros) e indicam vulnerabilidade hidroclimática do município, num contexto estadual de maior exposição a esses eventos (226 cheias e 134 secas no Espírito Santo). Em síntese, Itaguaçu combina infraestrutura de esgotamento sanitário acima da média nacional e baixa perda de água com desafios crescentes na gestão de resíduos e queda recente na cobertura de água, exigindo atenção pr
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
71.3%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
87.6%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
51.9%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
6
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
10.3%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
82.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
14.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
47.364 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.620 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
12.890 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
6
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
