ItaguariGO

5.088 habitantes · IBGE 5210562

IA

Resumo socioambiental

Itaguari/GO apresenta, em 2022, cobertura de água de 85,0%, patamar acima da mediana nacional (76,5%) mas discretamente abaixo da média estadual (89,1%), posicionando o município no percentil 63 do país. Chama atenção a queda recente na cobertura (-0,4% no último ano, e recuo frente a 89,9% em 2021), que contrasta com o excelente desempenho em perdas de água: apenas 8,2% em 2022, muito inferior à mediana nacional (29,9%) e à média de Goiás (27,8%), colocando o município entre os mais eficientes do país (percentil 6). Essa combinação sugere um sistema de distribuição tecnicamente bem gerido, embora a leve retração na cobertura mereça monitoramento para evitar perda de universalização.

No saneamento domiciliar, o quadro também é positivo: 91,8% dos domicílios têm coleta de resíduos em 2022, acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (89,7%), com avanço de 6,8% desde 2010. O destino inadequado de resíduos caiu para 5,2%, patamar próximo à média de Goiás (5,5%) e bem melhor que a mediana do país (14,9%), refletindo uma trajetória consistente de redução de passivos ambientais domiciliares desde 2010 (14,0%). Essa evolução na gestão de resíduos, entretanto, não se traduz integralmente nas emissões do setor: as emissões de resíduos somaram 2.971 tCO₂e em 2024, com alta de 11,2% desde 2010, ainda que em patamar bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No balanço de gases de efeito estufa, o município emitiu 94.191 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com crescimento acumulado de 25,8% desde 2010, puxado principalmente pelo setor de energia, que saltou 38,2% no período (para 15.218 tCO₂e), aproximando-se da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA para o município em 2016, ano da última atualização desses indicadores, o que limita a análise de vulnerabilidade hídrica extrema.

Em síntese, Itaguari destaca-se por indicadores de saneamento e perdas de água superiores à média nacional e estadual, com trajetória de melhoria consistente na gestão de resíduos domiciliares. O ponto de atenção recai sobre o crescimento das emissões, especialmente de energia, que exige acompanhamento para que o desempenho ambiental não se deteriore nos próximos ciclos, mesmo com a infraestrutura de saneamento em condição favorável.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

83.4%

2024

66
1.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

11.3%

2024

92
52.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

91.8%

2022

82
6.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.2%

2022

75
63.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

94.191 tCO₂e

2024

62
25.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.971 tCO₂e

2024

76
11.2% no período

Emissões de energia

SEEG

15.218 tCO₂e

2024

54
38.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.