ItaiópolisSC

22.741 habitantes · IBGE 4208104

IA

Resumo socioambiental

Itaiópolis apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços em saneamento coexistindo com fragilidades estruturais na gestão hídrica. A cobertura de água atingiu 70,2% em 2022, crescimento expressivo de +33,7% desde 2008, mas ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante do desempenho catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 42. Mais preocupante é a perda de água, que subiu para 45,6% em 2022 — patamar bem superior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (34,6%), colocando o município no percentil 79 (pior faixa). O agravamento recente das perdas (saltando de 33,0% em 2020 para 45,6% em 2022) sugere que a expansão da rede não foi acompanhada de manutenção adequada da infraestrutura, comprometendo a eficiência dos investimentos em cobertura.

No manejo de resíduos, o município reduziu o destino inadequado de domicílios de 33,1% (2010) para 18,3% (2022), avanço relevante de -44,7%, embora ainda acima da mediana nacional (14,9%) e muito distante do padrão catarinense (3,2%). A coleta domiciliar estagnou em torno de 67,3%, praticamente inalterada desde 2010, abaixo da mediana nacional (76,9%). Essa lentidão na universalização da coleta ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos, que passaram de 6.985 tCO₂e (2010) para 12.146 tCO₂e (2024), alta de 73,9% — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 72.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram drasticamente para 214.040 tCO₂e em 2024 (-77,3% desde 2010), refletindo provavelmente redução de emissões por uso da terra e agropecuária, historicamente dominantes na série. Ainda assim, o município permanece acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 62. Em contrapartida, emissões de energia (43.548 tCO₂e, +44,3%) e de resíduos seguem em trajetória ascendente, indicando que os ganhos ambientais recentes concentram-se em um único setor, sem sinalizar transição estrutural mais ampla. A capacidade de geração hidráulica instalada permanece estagnada em 2 MW desde 2010, muito abaixo da mediana nacional (10 MW), limitando a diversificação energética local.

Eventos extremos registrados em 2016 reforçam a vulnerabilidade hídrica do município: seis ocorrências de cheia (percentil 99 nacional) e três de seca (percentil 68), evidenciando exposição a episódios climáticos opostos em curto intervalo. Combinado às altas perdas de água na distribuição, esse histórico sugere necessidade prioritária de investimento em infraestrutura de resiliência hídrica e modernização da rede, para consolidar os ganhos de cobertura e evitar desperdício de recursos já mobilizados.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

70.2%

2022

42
33.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

45.6%

2022

21
12.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

67.3%

2022

35
0.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

18.3%

2022

43
44.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

2 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

2 MW

2024

31
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

214.040 tCO₂e

2024

38
77.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.146 tCO₂e

2024

28
73.9% no período

Emissões de energia

SEEG

43.548 tCO₂e

2024

33
44.3% no período

Registros de cheia

ANA

6

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.