ItaitubaPA

133.684 habitantes · IBGE 1503606

IA

Resumo socioambiental

Itaituba/PA apresenta um quadro socioambiental crítico, marcado por infraestrutura de saneamento muito abaixo do padrão nacional e por uma trajetória de emissões de gases de efeito estufa extremamente elevada. A cobertura de água tratada é de apenas 8,1% (2022), muito distante da mediana nacional de 76,5% e mesmo do patamar estadual de 55,0%, posicionando o município no percentil 1 do país. Paradoxalmente, a perda de água na distribuição é alta, em 42,0% (2022), acima da mediana nacional (29,9%) e da média paraense (34,5%), indicando que a rede já escassa ainda opera com baixa eficiência — um duplo problema de acesso e de gestão operacional.

No manejo de resíduos sólidos, houve avanço relativo: a coleta domiciliar atingiu 83,5% dos domicílios em 2022 (alta de 9,2 pontos desde 2010), superando a mediana nacional (76,9%) e a média do Pará (71,0%). O destino inadequado de resíduos caiu para 14,6%, próximo da mediana nacional (14,9%) e bem melhor que o estado (23,2%). Contudo, essa melhora na coleta não se traduziu em redução de impacto climático: as emissões de resíduos cresceram 55,4% entre 2010 e 2024, chegando a 59.815 tCO₂e, quase dez vezes a mediana nacional — sinal de que o aumento da coleta não veio acompanhado de tratamento ou destinação adequados, apenas com maior geração e descarte em aterros/lixões sem controle de gases.

O dado mais alarmante é o de emissões totais de GEE, que somaram 14,6 milhões de tCO₂e em 2024, colocando Itaituba no percentil 100 nacional — o maior emissor entre os municípios comparados. A série histórica mostra oscilações extremas, com picos acima de 44 milhões de tCO₂e em 2021, associados provavelmente a mudanças de uso da terra e desmatamento na região amazônica, dado o padrão de variação abrupta incompatível com emissões de energia ou resíduos isoladamente. As emissões de energia também cresceram fortemente (+275,8% desde 2010, para 1,06 milhão de tCO₂e), no percentil 98 nacional, embora a capacidade instalada de biomassa permaneça estagnada em 6 MW desde 2010, sem contribuição adicional para mitigação.

Em síntese, Itaituba combina precariedade extrema no abastecimento de água com um dos maiores perfis de emissões de GEE do país, refletindo pressão socioambiental típica de frente de expansão amazônica. A melhoria na coleta de resíduos é positiva, mas insuficiente diante do crescimento das emissões associadas e da ausência de investimento em infraestrutura de saneamento básico, que segue como o gargalo mais urgente para a gestão municipal.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

4.3%

2024

1
46.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

24.6%

2024

62
49.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.5%

2022

63
9.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

14.6%

2022

51
37.9% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2025

69
0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

6 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

14.588.938 tCO₂e

2024

0
1855.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

59.815 tCO₂e

2024

6
55.4% no período

Emissões de energia

SEEG

1.064.256 tCO₂e

2024

2
275.8% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.