ItajáRN
7.531 habitantes · IBGE 2404853
Resumo socioambiental
Itajá/RN apresenta desempenho misto em saneamento e sinais de alerta em emissões. A cobertura de água caiu para 85,5% em 2024, recuo de 13,8 pontos frente aos anos anteriores, mas ainda supera a mediana nacional de 73,2% e a média do RN (75,1%), posicionando o município no percentil 69. A perda de água, por sua vez, zerou em 2024 (percentil 0, ou seja, entre os melhores do país), revertendo um histórico de perdas de até 11% em 2021 — resultado que, somado à queda na cobertura, sugere possível redução na oferta ou racionamento, e não necessariamente ganho de eficiência plena do sistema.
No manejo de resíduos, a situação é favorável: 93,8% dos domicílios têm coleta em 2022 (acima da mediana nacional de 76,9% e da média estadual de 86,4%), enquanto o destino inadequado caiu para 6,0%, bem abaixo da mediana do país (14,9%) e da UF (9,3%). Essa melhora em coleta, contudo, contrasta com o aumento das emissões de resíduos, que subiram 25,1% desde 2010 e chegaram a 4.556 tCO₂e em 2024 — abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas ainda uma trajetória crescente que merece monitoramento, possivelmente ligada à disposição final em aterros ou lixões sem tratamento de gases.
O ponto mais crítico do dossiê é o salto nas emissões totais de GEE, que mais que dobraram desde 2010 (+132,9%), atingindo 89.825 tCO₂e em 2024, com pico em 2023 (103.529 tCO₂e). O motor dessa alta é o setor de energia, cujas emissões cresceram 201,6% no período e chegaram a 77.538 tCO₂e em 2024 — valor muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), colocando o município no percentil 78, entre os mais emissores nessa categoria proporcionalmente. Esse padrão indica forte dependência de fontes emissoras de carbono na matriz energética local, tema que deveria ser prioridade em políticas municipais de transição energética.
Por fim, os registros de eventos climáticos extremos (cheias e secas), embora restritos a 2016, mostram que o município já registrou 1 evento de cheia e 9 de seca, ambos com percentis elevados (76 e 85, respectivamente) frente ao Brasil, evidenciando vulnerabilidade hídrica que reforça a importância de sustentar a cobertura de água e conter perdas, especialmente diante da recente queda na cobertura observada em 2024.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
85.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
6.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
89.825 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.556 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
77.538 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
9
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
