ItajobiSP

17.420 habitantes · IBGE 3521903

IA

Resumo socioambiental

Itajobi/SP apresenta em 2024 cobertura de água de 89,1%, acima da mediana nacional (73,2%) mas ainda abaixo do patamar da UF (96,6%, percentil 75). O indicador chama atenção pela trajetória recente: entre 2013 e 2018 o município operou com cobertura plena (100%), recuando para a faixa de 82-89% a partir de 2019, um retrocesso ainda não recuperado. Já a perda de água, que é o indicador mais favorável do município, caiu para 14,4%, bem inferior à mediana nacional (29,1%) e à média da UF (28,2%), colocando Itajobi no percentil 12 (quanto menor, melhor), embora tenha subido levemente frente aos 4,7% de 2022.

No saneamento de esgoto, a coleta atingiu 88,2% em 2024, superando a mediana nacional (59,9%) mas em queda de 11,8% frente à série histórica, que se manteve praticamente em 100% entre 2009 e 2021. O tratamento de esgoto, por sua vez, ficou em 80,1%, patamar bem acima da mediana nacional (33,3%) e da própria UF (66,6%), posicionando o município no percentil 86. Essa combinação de alta cobertura de tratamento com apenas 1 ETE (2020) sugere estrutura concentrada e sensível a qualquer interrupção operacional, o que ajuda a explicar as oscilações vistas na coleta e no tratamento ao longo dos anos.

No eixo de resíduos e emissões, as emissões totais de GEE somaram 146.893 tCO₂e em 2024, com queda de 9,1% em relação ao ano anterior, situando o município no percentil 52 nacional (mediana de 138.513 tCO₂e). Chama atenção o comportamento oposto das emissões de resíduos, que subiram 21,1% desde 2010, atingindo 12.362 tCO₂e (percentil 72, acima do dobro da mediana nacional de 6.191 tCO₂e). Esse crescimento contínuo de emissões por resíduos, mesmo com boa cobertura de coleta domiciliar (89,3% em 2022, acima da mediana nacional de 76,9%), indica que o desafio não é o acesso ao serviço, mas a gestão e destinação final dos resíduos coletados.

Em geração de energia renovável, a potência de biomassa instalada permanece estável em 3 MW desde 2016, abaixo da mediana nacional (5 MW), enquanto as emissões de energia cresceram 6,1% em 2024, para 31.205 tCO₂e. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados na série disponível (2016), o que limita a análise de risco hidroclimático recente. Em síntese, Itajobi combina indicadores de saneamento superiores à mediana nacional com dois pontos de atenção recorrentes: a instabilidade na cobertura de água e esgoto desde 2019, e o crescimento persistente das emissões associadas a resíduos, que merece ação prioritária de gestão.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

89.1%

2024

75
6.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

88.2%

2024

80
11.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

80.1%

2024

86
0.1% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

14.4%

2024

88
57.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.3%

2022

76
4.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.0%

2022

66
44.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

3 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

146.893 tCO₂e

2024

48
9.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.362 tCO₂e

2024

28
21.1% no período

Emissões de energia

SEEG

31.205 tCO₂e

2024

40
6.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.