Itaju do ColôniaBA
6.157 habitantes · IBGE 2915403
Resumo socioambiental
Itaju do Colônia/BA apresenta um quadro de saneamento intermediário, com sinais de estagnação na água e avanço no esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 80,0% em 2022, retração de -6,7% frente ao pico histórico, mas ainda acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da UF (80,7%), posicionando o município no percentil 55. Já a coleta de esgoto foi de 62,8% em 2021, praticamente empatada com a UF (63,0%) porém bem abaixo da mediana nacional (87,8%), refletindo o percentil 33. O tratamento de esgoto, por sua vez, é o destaque positivo: 63,4% em 2022, com salto de +104,3% desde 2010, superando tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a UF (53,1%), colocando o município no percentil 65 — indicando que, apesar de coletar menos esgoto que a média do país, o município trata proporcionalmente mais do que capta, sugerindo eficiência do sistema de tratamento existente (1 ETE, conforme ANA 2020).
Um ponto de atenção crítico é a perda de água na distribuição, que saltou de 5,0% em 2008 para 20,2% em 2022, alta acumulada de +303,0%. Embora esse patamar ainda seja inferior à mediana nacional (29,9%) e à UF (35,0%), a trajetória de deterioração ao longo da série é preocupante e pode explicar parte da queda na cobertura de água observada desde 2012. Do lado dos domicílios, a coleta de resíduos avançou para 81,7% em 2022 (+6,5% desde 2010), acima da mediana nacional e da UF, enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 17,3% (-25,5%), ainda ligeiramente acima da mediana nacional (14,9%), mas em linha com a UF (17,1%).
No campo climático, as emissões totais de GEE mais que dobraram, chegando a 385.340 tCO₂e em 2024 (+104,8% desde 2010), superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 75 — um patamar elevado para o porte populacional. Esse crescimento não é explicado pelas emissões de resíduos, que permanecem estáveis em 3.569 tCO₂e (+2,0%) e bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), tampouco pela energia, que soma 3.224 tCO₂e, também abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Isso indica que a alta expressiva das emissões totais é impulsionada por outros setores (provavelmente mudança de uso da terra e agropecuária), não capturados isoladamente neste dossiê, mas que merecem monitoramento prioritário dado o descolamento entre o crescimento de GEE e a relativa estabilidade dos indicadores de saneamento e resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
82.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
50.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
60.6%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
18.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
81.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
17.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
385.340 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.569 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.224 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
