ItajuípeBA
19.249 habitantes · IBGE 2915502
Resumo socioambiental
Itajuípe apresenta uma situação sanitária consideravelmente acima da média nacional no que se refere ao acesso a serviços básicos, mas com uma lacuna crítica no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, superando a mediana nacional de 76,5% e a média da Bahia (80,7%), posicionando o município no percentil 100. A coleta de esgoto também alcançou 100,0% em 2021, muito acima da mediana nacional (87,8%) e do desempenho estadual (63,0%). Entretanto, todo esse esgoto coletado não recebe qualquer tratamento: o indicador está em 0,0% desde 2010, contra uma mediana nacional de 37,7% e estadual de 53,1% em 2022 (percentil 25). Essa combinação — coleta universalizada sem tratamento — indica que o esgoto captado é lançado in natura no ambiente, um risco sanitário e ambiental relevante que não aparece nos indicadores de cobertura, mas compromete a qualidade dos corpos hídricos locais.
A perda de água na distribuição, embora tenha recuado 5,0 pontos percentuais no último ano, permanece elevada em 35,6% (2022), acima da mediana nacional (29,9%) e próxima da média estadual (35,0%), no percentil 63 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros. A série histórica mostra grande instabilidade, com picos acima de 80,0% entre 2013 e 2014 e uma queda acentuada em 2017 (12,2%), sugerindo intervenções pontuais na rede que não se sustentaram ao longo do tempo. Do lado da gestão de resíduos domiciliares, houve melhora consistente: a coleta domiciliar subiu para 89,1% em 2022 (variação de +3,6% desde 2010), acima da mediana nacional (76,9%) e da Bahia (69,0%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 9,4%, uma redução de 32,9% frente a 2010, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e do padrão estadual (17,1%).
No campo climático, as emissões totais de GEE saltaram para 119.710 tCO₂e em 2024, um aumento expressivo de 208,2% em relação a 2010, embora o valor ainda esteja abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 46. As emissões de resíduos, por sua vez, cresceram de forma mais gradual (+28,0% desde 2010, alcançando 9.897 tCO₂e em 2024), mas superam a mediana nacional (6.191 tCO₂e), posicionando o município no percentil 66 — um resultado coerente com a ausência de tratamento de esgoto e possíveis fragilidades na destinação final de resíduos sólidos. As emissões de energia também cresceram 70,1% no período, para 10.342 tCO₂e, ficando abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 36).
Em relação a eventos hidrológicos, os dados disponíveis são limitados a 2016, sem registros de cheia e com 1 registro de seca observada, ambos com poucos elementos para análise de tendência. Em síntese, Itajuípe se destaca positivamente em cobertura de água, coleta de esgoto e gestão de resíduos domiciliares frente aos padrões nacional e est
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
100.0%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
35.6%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
89.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
9.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
119.710 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
9.897 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
10.342 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
