ItalvaRJ

14.517 habitantes · IBGE 3302056

IA

Resumo socioambiental

Italva/RJ apresenta um quadro de saneamento frágil e com sinais de retrocesso recente. A cobertura de água atingiu 71,0% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e do valor do estado (89,1%), posicionando o município no percentil 43. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que chegou a 68,0% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e muito acima da média fluminense (48,6%), colocando Italva no percentil 96, ou seja, entre as piores situações do país nesse quesito. Essa ineficiência operacional sugere necessidade urgente de investimento em infraestrutura de distribuição, já que grande parte da água tratada está sendo perdida antes de chegar ao consumidor.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. Embora a coleta de esgoto tenha avançado para 56,7% em 2020, o tratamento de esgoto caiu a 0,0% em 2022, revertendo um pico de 100% registrado em 2020 — uma oscilação abrupta que indica possível paralisação ou falha operacional da única ETE do município. Esse retrocesso é particularmente grave considerando que a coleta domiciliar de resíduos é relativamente boa (90,3% em 2022, acima da mediana nacional de 76,9% e da média estadual de 84,0%), mostrando um descompasso entre a gestão de resíduos sólidos e a de esgoto líquido, que permanece deficiente.

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram para 96.801 tCO₂e em 2024 (-3,6% desde 2010), abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), o que é positivo. Contudo, as emissões de resíduos cresceram 35,2% no período, atingindo 12.457 tCO₂e em 2024 — acima do dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 72) — o que dialoga diretamente com a ausência de tratamento de esgoto e aponta para deficiências no manejo de efluentes e resíduos orgânicos.

Por fim, o município também está exposto a eventos hidrológicos extremos: os quatro registros de cheia em 2016 colocam Italva no percentil 96 nacional, e a seca observada no mesmo ano no percentil 59, reforçando a vulnerabilidade climática local. Combinados, esses indicadores sugerem que a prioridade de gestão deve ser a recuperação do tratamento de esgoto e a redução das perdas de água, medidas que teriam efeito direto na qualidade ambiental e na resiliência do município frente a eventos climáticos extremos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

77.7%

2024

57
8.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

89.3%

2024

82
141.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

62.6%

2024

8
34.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.3%

2022

78
7.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.9%

2022

69
56.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

96.801 tCO₂e

2024

61
3.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

12.457 tCO₂e

2024

28
35.2% no período

Emissões de energia

SEEG

14.182 tCO₂e

2024

56
55.2% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.