ItamariBA
7.219 habitantes · IBGE 2915700
Resumo socioambiental
Itamari/BA apresenta em 2024 cobertura de água de 75,7%, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima do percentil 54, com evolução positiva de +23,1% desde 2010, quando o índice era de 61,5%. A perda de água, contudo, ficou em 21,0% no mesmo ano — indicador em que menor é melhor —, situando o município em posição relativamente favorável (percentil 27, abaixo da mediana nacional de 29,1% e da média estadual de 34,5%), embora tenha havido alta de 10,3% frente a 2010. Esses dois indicadores juntos sugerem um sistema de abastecimento em expansão, mas ainda com perdas técnicas ou comerciais que merecem atenção operacional.
Na área de resíduos e saneamento, o quadro é mais preocupante. A cobertura de coleta domiciliar caiu para 58,2% em 2022 (queda de 20,7% desde 2010), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (69,0%), posicionando o município no percentil 24. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos atingiu 21,8% dos domicílios em 2022, acima da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (17,1%), colocando Itamari no percentil 63 — um resultado desfavorável. Essa deficiência na gestão de resíduos se reflete nas emissões: as emissões de resíduos somaram 3.359 tCO₂e em 2024, com crescimento constante de 53,4% desde 2010, indicando que a piora na coleta e destinação tem impacto direto e crescente nas emissões municipais desse setor.
Em termos de emissões totais de GEE, Itamari registrou 53.500 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 23 — portanto, entre os emissores relativamente baixos no comparativo nacional. Ainda assim, houve alta de 36,9% em relação a 2010, com oscilações expressivas na série (pico de 103.730 tCO₂e em 2021), sugerindo forte influência de fatores pontuais, possivelmente ligados a mudança de uso do solo. As emissões de energia (3.503 tCO₂e) também cresceram 43,6% desde 2010, mas permanecem bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
O investimento público registrado via PNCP foi de apenas R$ 24.000 em 2026, valor extremamente baixo frente à mediana nacional (R$ 3,1 milhões) e à média estadual (R$ 46,1 milhões), posicionando o município no percentil 5 — um dos mais baixos níveis de investimento comparável. Esse patamar de investimento é incompatível com os desafios identificados, sobretudo a queda na cobertura de coleta de resíduos e o aumento do destino inadequado, indicando a necessidade de direcionamento de recursos para infraestrutura de saneamento e gestão de resíduos sólidos como prioridade de curto prazo.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
75.7%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
21.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
58.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
21.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
53.500 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.359 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.503 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 24 mil
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
