ItambaracáPR

5.874 habitantes · IBGE 4111001

IA

Resumo socioambiental

Itambaracá apresenta indicadores de saneamento básico excepcionais e muito acima da média nacional. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, superando a mediana brasileira de 76,5% e a média paranaense de 96,1%, colocando o município no percentil 100. A coleta de esgoto também é universal (100,0% em 2021), enquanto o tratamento de esgoto alcançou 99,2% em 2022 — patamar muito superior à mediana nacional (37,7%) e ao próprio Paraná (78,7%), refletindo uma evolução expressiva de +64,0% desde 2015. Esse desempenho é sustentado por apenas 1 ETE em operação (2020), o que sugere eficiência da estrutura instalada, ainda que a dependência de uma única unidade mereça atenção quanto à resiliência operacional.

Um ponto de alerta relevante é a perda de água na distribuição, que chegou a 59,2% em 2022, valor muito acima da mediana nacional (29,9%) e da média do Paraná (29,6%), posicionando o município no percentil 92 (pior extremo). A série histórica mostra grande volatilidade, com perdas próximas de zero entre 2014 e 2016 e forte deterioração a partir de 2019, indicando possível problema de gestão da rede ou de medição que contrasta com a excelência formal da cobertura e do tratamento. Essa perda elevada representa desperdício de recursos hídricos e ineficiência econômica, mesmo com a infraestrutura de tratamento funcionando bem.

Quanto aos resíduos sólidos, 89,9% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e praticamente equivalente à média estadual (90,0%), enquanto o destino inadequado caiu para 9,1% (queda de -31,6% desde 2010), ainda que superior à média paranaense (5,6%). As emissões de resíduos, no entanto, cresceram +6,7% desde 2010, atingindo 3.063 tCO₂e em 2024 — abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em direção contrária à melhoria da coleta, sugerindo aumento no volume gerado por habitante.

No balanço geral de emissões de GEE, o município soma 71.908 tCO₂e em 2024, com queda de -3,5% na década, valor bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), puxado principalmente pela redução de -23,0% nas emissões de energia. A presença de 41 MW de potência hidráulica instalada desde 2010, sem registros de cheias ou secas reportados em 2016, indica estabilidade hídrica regional, mas a lacuna de dados mais recentes sobre eventos extremos limita uma avaliação atualizada dos riscos climáticos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
0.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

84.9%

2024

76
15.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

99.2%

2022

64.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

91.8%

2024

1
93.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.9%

2022

77
3.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

9.1%

2022

63
31.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

41 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

41 MW

2024

76
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

71.908 tCO₂e

2024

70
3.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.063 tCO₂e

2024

75
6.7% no período

Emissões de energia

SEEG

4.869 tCO₂e

2024

79
23.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.