Itambé do Mato DentroMG

2.175 habitantes · IBGE 3132800

IA

Resumo socioambiental

Itambé do Mato Dentro apresenta um quadro socioambiental de contrastes marcantes entre saneamento de esgoto e abastecimento de água. A cobertura de água atingiu apenas 46,7% em 2022, com queda de -3,2% no período recente e bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 17 — entre os piores do país nesse quesito. Em contrapartida, a coleta de esgoto chegou a 99,0% (2021) e o tratamento a 93,8% (2022), superando com folga as medianas nacional (37,7%) e estadual (44,5%) para tratamento, colocando o município no percentil 86. Essa combinação sugere que o investimento em infraestrutura de esgotamento sanitário, incluindo as 7 ETEs registradas em 2020 (percentil 98 nacional), não foi acompanhado por igual atenção à rede de abastecimento de água, que vem se deteriorando desde 2016.

Chama atenção a discrepância entre os dados do SNIS/SINISA e do Censo IBGE quanto ao atendimento domiciliar: enquanto o SNIS aponta coleta de esgoto quase universal, o Censo mostra que apenas 43,2% dos domicílios tinham coleta em 2022 (queda de -12,1% frente a 2010) e que 32,5% ainda tinham destino inadequado de dejetos, valor mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e muito acima do estado (7,4%), embora em trajetória de melhora desde 2010 (-36,1%). Essa divergência entre fontes indica possível descompasso entre a rede formal de esgotamento e o acesso efetivo das famílias, especialmente em áreas não cobertas pelo sistema municipal centralizado. A perda de água na distribuição, de 11,1% em 2022, é favorável e está bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e estadual (35,0%), mas isso contrasta com a baixa cobertura geral do serviço, sugerindo um sistema pequeno e relativamente eficiente, porém insuficiente em alcance.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 38.078 tCO₂e em 2024, com alta de +114,4% desde 2010, embora ainda distantes da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 15. As emissões de resíduos cresceram +36,2% no período, atingindo 1.267 tCO₂e em 2024 — valor consistente com o aumento observado nos indicadores de destinação inadequada de dejetos e possível ampliação da geração de resíduos sólidos, ainda que abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 4). As emissões de energia também cresceram (+37,4%), mas permanecem discretas em termos absolutos e comparativos. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para 2016, o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes.

Em síntese, o município exibe um sistema de esgotamento sanitário robusto e acima da média nacional, mas enfrenta déficit crítico no abastecimento de água e inconsistências entre o alcance formal e o real acesso domiciliar ao esgotamento, evidenciado pelo indicador de destino inadequado. O crescimento das emissões de GEE, sobretudo de resíduos, acompanha o quadro de sa

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

100
107.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

36.8%

2024

28
63.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

7

2020

98
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

10.5%

2024

93

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

43.2%

2022

10
12.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

32.5%

2022

23
36.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

38.078 tCO₂e

2024

85
114.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.267 tCO₂e

2024

96
36.2% no período

Emissões de energia

SEEG

2.154 tCO₂e

2024

93
37.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.