ItambéPE
36.626 habitantes · IBGE 2607653
Resumo socioambiental
Itambé/PE apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico, especialmente no tratamento de esgotos. A coleta de esgoto estagnou em 4,1% desde 2010 até o último dado disponível (2012), muito abaixo da mediana nacional de 59,9% e do próprio patamar estadual de 37,6% (2024). O tratamento de esgoto segue o mesmo padrão crítico, com apenas 3,2% em 2012 e variação negativa de -2,7%, também distante da mediana nacional (33,3%) e da UF (33,7%). Em contraste, a cobertura de água é relativamente melhor posicionada, com 83,0% em 2012, superando a mediana nacional de 73,2% e o valor de Pernambuco (71,4%), embora a perda de água de 25,5% (2012) indique ineficiência operacional relevante, ainda que inferior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (39,3%).
Pelo recorte censitário do IBGE, o quadro domiciliar mostra retrocesso: a cobertura de coleta de resíduos caiu de 88,5% (2010) para 80,4% (2022), variação de -9,1%, mas ainda posiciona o município no percentil 57 nacional, acima das medianas nacional e estadual (76,9% e 76,8%). O destino inadequado de resíduos domiciliares também recuou, de 11,5% para 10,6% (2022), ficando no percentil 41 — portanto melhor que a maioria dos municípios brasileiros e de Pernambuco (14,9% e 14,8%). Essa relativa melhoria na gestão domiciliar de resíduos, contudo, contrasta com a trajetória das emissões de resíduos no inventário SEEG, que cresceram 25,5% entre 2010 e 2024, atingindo 21.727 tCO₂e e posicionando o município no percentil 84 nacional (mediana de 6.191 tCO₂e), sinalizando que a redução no descarte inadequado não se traduziu em menor pegada de carbono do setor.
O balanço de emissões totais de GEE do município soma 127.493 tCO₂e em 2024, com alta de 21,8% desde 2010, ficando próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 48) mas infinitamente distante da escala estadual (34,9 milhões de tCO₂e). O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões saltaram 39,2% no período, alcançando 56.060 tCO₂e e posicionando Itambé no percentil 72 nacional — acima da mediana de 18.929 tCO₂e —, indicando pressão crescente do consumo energético local sobre o balanço de carbono.
Em relação a eventos hidrológicos extremos, o município registrou 1 ocorrência de cheia em 2016 (percentil 76, mediana nacional zero), sem registros de seca no mesmo ano. Combinados, os dados indicam que a prioridade imediata de política pública deve ser a universalização do esgotamento sanitário — hoje praticamente inexistente —, cuja ausência tende a agravar tanto riscos à saúde pública quanto o desempenho ambiental do município, ao passo que o crescimento das emissões de energia e resíduos exige atenção para não comprometer os ganhos já obtidos na gestão domiciliar de resíduos sólidos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
83.0%
2012
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
4.1%
2012
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
3.2%
2012
Perda de água
SNIS/SINISA
25.5%
2012
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
80.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
10.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
127.493 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
21.727 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
56.060 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
