ItambéPR
6.215 habitantes · IBGE 4111100
Resumo socioambiental
Itambé/PR apresenta desempenho consistentemente superior à média nacional em saneamento básico. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, bem acima da mediana nacional de 76,5% e do próprio Paraná (96,1%), posicionando o município no percentil 91. A coleta de esgoto alcançou 92,4% em 2021, superando a mediana do país (87,8%) e a média estadual (89,9%), enquanto o tratamento de esgoto chegou a 71,0% em 2022 — quase o dobro da mediana nacional (37,7%), embora ainda abaixo do patamar médio paranaense (78,7%). Esse avanço no tratamento é relevante porque parte do esgoto coletado ainda não é tratado, um ponto de atenção mesmo diante do bom desempenho relativo.
A perda de água, que é o único indicador de saneamento com trajetória menos favorável, ficou em 29,4% em 2022, próxima da mediana nacional (29,9%) e da UF (29,6%), mas revertendo a tendência de queda observada entre 2017 e 2020 (quando chegou a 23,7%). Essa reversão recente indica possível necessidade de manutenção na rede de distribuição, especialmente considerando que o município já opera com cobertura universal de água. Do lado dos resíduos sólidos, o quadro é positivo: 95,7% dos domicílios têm coleta (2022), e o destino inadequado caiu para 3,3%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da média do Paraná (5,6%).
Em relação às emissões de GEE, Itambé registrou 69.121 tCO₂e em 2024, patamar bem inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), com aumento de 3,7% frente ao ano anterior. As emissões por resíduos somaram 3.480 tCO₂e em 2024, também abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória de crescimento (+22,7% desde 2010), o que merece monitoramento à luz da estabilidade das taxas de coleta e do avanço parcial no tratamento de esgoto. Já as emissões de energia caíram 22,9% em 2024, atingindo 6.524 tCO₂e, o menor valor da série histórica.
De modo geral, o município demonstra desempenho socioambiental acima da mediana nacional na maioria dos indicadores de saneamento e emissões, com destaque para a universalização do abastecimento de água e a baixa incidência de destinação inadequada de resíduos. Os pontos de atenção residem no aumento recente da perda de água e no crescimento das emissões associadas a resíduos, que sugerem a necessidade de investimentos continuados em infraestrutura de distribuição e em gestão de resíduos para sustentar os ganhos already alcançados.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
96.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
94.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
75.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
28.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
95.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Clima
Emissões de GEE
SEEG
69.121 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.480 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.524 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
