ItamonteMG

15.193 habitantes · IBGE 3133006

IA

Resumo socioambiental

Itamonte apresenta quadro socioambiental misto, com avanços recentes em saneamento básico mas desafios importantes em tratamento de esgoto e emissões do setor energético. A cobertura de água atingiu 76,7% em 2024, com salto expressivo de +11,7% após anos de estagnação em torno de 67-68%, superando a mediana nacional (73,2%) mas ainda abaixo da média mineira (83,3%, percentil 55). A perda de água caiu drasticamente para 14,6% em 2024 (variação de -32,0%), posicionando o município favoravelmente frente à mediana nacional (29,1%) e à UF (35,8%), no percentil 12 — indicando melhoria expressiva na eficiência operacional do sistema de abastecimento.

A coleta de esgoto alcançou 100,0% em 2020, bem acima da mediana nacional (59,9%) e da UF (78,2%), porém o tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde 2010, contrastando fortemente com a mediana nacional (33,3%) e mineira (44,6%). Essa lacuna é preocupante: todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que ajuda a explicar por que as emissões de resíduos cresceram +16,6% entre 2010 e 2024, atingindo 9.263 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 64). Já os domicílios com destino inadequado de resíduos caíram para 2,5% em 2022 (-51,7%), bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%), refletindo melhoria na gestão de resíduos sólidos domiciliares, ainda que a coleta domiciliar tenha recuado ligeiramente para 87,8% (-7,3% desde 2010).

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram para 12.535 tCO₂e em 2024 (-57,6% frente a 2010), situando o município no percentil 6 nacional — bem abaixo da mediana (138.513 tCO₂e). Entretanto, essa redução agregada esconde uma trajetória preocupante nas emissões de energia, que subiram +28,4% desde 2010, alcançando 35.098 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 63). A geração hidráulica instalada permanece estagnada em 500 kW desde 2011, muito aquém da mediana nacional (10 MW), sugerindo baixa diversificação da matriz energética local frente ao crescimento da demanda.

Por fim, o único registro disponível de eventos de cheia (3 ocorrências em 2016) coloca Itamonte no percentil 93 nacional, indicando exposição relevante a esse risco hidrológico, sem registros de seca no mesmo período. Para os gestores, prioriza-se a implantação de tratamento de esgoto — hoje inexistente apesar da coleta universalizada — e a revisão da matriz energética, dado o crescimento constante das emissões desse setor.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

76.7%

2024

55
11.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2020

12.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2020

Perda de água

SNIS/SINISA

14.6%

2024

88
32.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

87.8%

2022

72
7.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.5%

2022

86
51.7% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

500 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

500 kW

2024

12
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

12.535 tCO₂e

2024

94
57.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.263 tCO₂e

2024

36
16.6% no período

Emissões de energia

SEEG

35.098 tCO₂e

2024

37
28.4% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.