ItanhaémSP
117.435 habitantes · IBGE 3522109
Resumo socioambiental
Itanhaém apresenta saneamento acima da mediana nacional, mas ainda distante do padrão estadual. A cobertura de água atingiu 92,6% em 2024, acima da mediana do Brasil (73,2%) e próxima da média de SP (96,6%, percentil 82), embora tenha recuado frente ao pico de 95,9% em 2021. O avanço mais expressivo ocorreu na perda de água, que caiu de patamares acima de 30% ao longo da série histórica para 9,8% em 2024 — bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da própria média paulista (28,2%), posicionando o município no percentil 6 (quanto menor, melhor), o que indica ganho relevante de eficiência operacional na distribuição.
O esgotamento sanitário mostra evolução consistente, porém ainda incompleta. A coleta de esgoto chegou a 53,7% em 2024, com forte crescimento acumulado desde 2009, mas ligeiramente abaixo da mediana nacional (59,9%) e distante da referência estadual (92,5%, percentil 44). Já o tratamento de esgoto atingiu 60,2%, superando a mediana do país (33,3%) e aproximando-se do valor de SP (66,6%, percentil 69). O fato de o tratamento superar a coleta sugere boa capacidade das duas ETEs existentes (2020) em processar o volume coletado, mas a lacuna entre cobertura de coleta e tratamento aponta para necessidade de expansão da rede coletora para converter esse potencial de tratamento em benefício sanitário mais amplo.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 138.539 tCO₂e em 2024, no percentil 50 nacional (mediana de 138.513 tCO₂e), após pico atípico de 434.850 tCO₂e em 2023. Chama atenção a trajetória das emissões de resíduos, que cresceram 75,3% desde 2010, atingindo 81.242 tCO₂e em 2024 — patamar muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), colocando o município no percentil 96. Esse crescimento contínuo de emissões por resíduos, mesmo com avanços no tratamento de esgoto, indica que a gestão de resíduos sólidos não acompanhou os ganhos observados no saneamento hídrico, sendo um ponto crítico a ser enfrentado. As emissões de energia (119.631 tCO₂e, percentil 84) também são altas relativamente ao país, mas a matriz de biomassa estagnou em 1 MW desde 2013, sem evolução que ajude a mitigar esse quadro.
Em síntese, Itanhaém evoluiu de forma notável na eficiência do abastecimento de água e no tratamento de esgoto, com indicadores de domicílios com coleta (91,9%, 2022) e destino inadequado de resíduos (2,1%, 2022) também favoráveis frente ao Brasil. Contudo, o crescimento sustentado das emissões de resíduos e a lacuna entre coleta e tratamento de esgoto sinalizam prioridades claras para investimento: ampliação da rede coletora de esgoto e políticas de mitigação na gestão de resíduos sólidos, de modo a alinhar o desempenho ambiental ao avanço já conquistado na infraestrutura hídrica.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
92.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
53.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
60.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
9.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
91.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.1%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
138.539 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
81.242 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
119.631 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
