ItanhomiMG

11.298 habitantes · IBGE 3133204

IA

Resumo socioambiental

Itanhomi apresenta quadro socioambiental misto, com avanços recentes no saneamento básico convivendo com um retrocesso crítico no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 74,2% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e no percentil 52, mas ainda distante da média mineira (83,3%). A perda de água, por sua vez, caiu significativamente para 22,8% em 2024 (variação de -32,0% na série), ficando abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%) — um resultado técnico positivo que indica melhoria na gestão da rede.

O ponto mais preocupante é o tratamento de esgoto, que caiu de patamares já baixos (~11% entre 2018-2022) para 0,0% em 2024, uma queda de -100%. Isso ocorre mesmo com a coleta de esgoto em nível razoável (77,9% em 2024, acima da mediana nacional de 59,9% e próxima da UF de 78,2%), configurando um cenário onde o esgoto é coletado mas não tratado, sendo lançado in natura no ambiente — um risco direto à qualidade da água e à saúde pública. Essa desconexão entre coleta e tratamento é o principal gargalo do saneamento municipal e merece atenção prioritária dos gestores.

Nos indicadores de resíduos sólidos, o destino inadequado em domicílios caiu de 28,0% (2010) para 15,7% (2022), mas ainda supera a mediana nacional (14,9%) e está bem acima da UF (7,4%), sinalizando que parte da população ainda carece de destinação adequada. Essa fragilidade se reflete nas emissões de resíduos, que subiram para 6.094 tCO₂e em 2024 (+9,1% na série), próximas da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas com trajetória de leve alta desde 2010, mesmo com pequena redução nos últimos dois anos.

As emissões totais de GEE do município somaram 124.081 tCO₂e em 2024, praticamente estáveis frente a 2010 (-0,1%) e abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 47. As emissões de energia recuaram para 12.606 tCO₂e (percentil 41, abaixo da mediana nacional de 18.929 tCO₂e), indicando desempenho relativamente favorável nesse setor. Quanto a eventos extremos, o único dado disponível (2016) registrou 3 ocorrências de cheia, valor acima da mediana nacional (0) e no percentil 93, sugerindo maior exposição histórica a esse risco climático, embora sem atualização recente para confirmar tendência.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

74.2%

2024

52
2.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

77.9%

2024

67
22.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

22.8%

2024

68
32.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

82.0%

2022

60
13.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.7%

2022

48
43.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

124.081 tCO₂e

2024

53
0.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.094 tCO₂e

2024

51
9.1% no período

Emissões de energia

SEEG

12.606 tCO₂e

2024

59
9.5% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.