ItaocaraRJ

23.643 habitantes · IBGE 3302106

IA

Resumo socioambiental

Itaocara/RJ apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com destaque negativo para o saneamento. A cobertura de água caiu para 75,9% em 2022, recuo de -17,4% frente à série histórica e abaixo do pico de 94,4% registrado em 2017, posicionando o município próximo à mediana nacional (76,5%) mas distante da média fluminense (89,1%). A perda de água, por sua vez, atingiu 39,6% em 2022 — indicador em que maior valor é pior —, superando a mediana nacional (29,9%) e situando o município no percentil 70, ou seja, entre os piores do país nesse quesito, evidenciando ineficiência na distribuição que provavelmente contribui para a queda na cobertura.

O cenário de esgotamento sanitário é o ponto mais crítico. Embora a coleta de esgoto esteja formalmente em 100,0% (2020), acima da mediana nacional (87,8%) e da média do RJ (72,7%), o tratamento de esgoto é 0,0% desde pelo menos 2016, contra uma mediana nacional de 37,7% e estadual de 56,6% (percentil 25). Esse contraste indica que todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que representa risco direto à qualidade dos corpos hídricos e à saúde pública, e ajuda a explicar o desempenho pior que a mediana em perda de água e cobertura. Os dados censitários reforçam essa fragilidade: a proporção de domicílios com coleta de resíduos caiu de 81,2% (2010) para 49,0% (2022), queda de -39,6%, colocando o município no percentil 14 nacional — um dos piores do país —, ainda que o destino inadequado de resíduos tenha melhorado, caindo de 18,8% para 8,7% no mesmo período.

Em emissões, o município mostra trajetória de piora recente. As emissões totais de GEE saltaram para 262.332 tCO₂e em 2024 (+45,8% frente à série), acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 67. As emissões de energia cresceram +24,2%, alcançando 36.017 tCO₂e, também acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Já as emissões de resíduos recuaram ligeiramente (-3,1%, para 14.678 tCO₂e), mas seguem bem acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 78 — um dado que contrasta com a ausência de tratamento de esgoto e a baixa cobertura de coleta domiciliar, sugerindo que a gestão de resíduos sólidos e líquidos permanece como principal gargalo ambiental do município.

Do ponto de vista hídrico, Itaocara registrou 3 eventos de cheia em 2016, no percentil 93 nacional (mediana 0), indicando maior exposição a esse risco que a maioria dos municípios brasileiros, embora sem registros de seca no mesmo ano. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,022, percentil 88), sugerindo perspectiva relativamente favorável para disponibilidade hídrica futura — desde que os problemas de perda na distribuição e ausência de tratamento de esgoto sejam enfrentados para não comprometer essa projeção.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

81.5%

2024

62
0.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

84.0%

2023

16.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2023

Perda de água

SNIS/SINISA

40.2%

2024

28
26.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

49.0%

2022

14
39.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.7%

2022

64
53.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

262.332 tCO₂e

2024

33
45.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.678 tCO₂e

2024

23
3.1% no período

Emissões de energia

SEEG

36.017 tCO₂e

2024

37
24.2% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.