ItapajéCE
49.086 habitantes · IBGE 2306306
Resumo socioambiental
Itapajé/CE apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços notáveis em saneamento básico convivendo com fragilidades operacionais e pressão crescente das emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 82,1% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (69,9%), posicionando o município no percentil 58. A coleta de esgoto teve salto expressivo, alcançando 100,0% em 2021 (percentil 100 nacional), um avanço extraordinário frente aos 4,1% registrados em 2016. Contudo, esse esgoto coletado não está sendo tratado: o tratamento de esgoto caiu para 0,0% em 2022, revertendo o pico de 100% observado em 2009 e ficando muito abaixo da mediana nacional (37,7%). Esse descompasso entre coleta e tratamento indica que o esgoto captado provavelmente é lançado sem tratamento adequado, um risco relevante para corpos hídricos e saúde pública.
A perda de água na distribuição é outro ponto crítico: 53,0% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à média cearense (38,5%), situando o município no percentil 87 (entre os piores do país). Essa perda elevada sugere ineficiência na infraestrutura de abastecimento, o que pode comprometer os ganhos de cobertura hídrica alcançados. Já os indicadores de resíduos domiciliares mostram melhora: o destino inadequado caiu para 13,4% em 2022 (queda de 44,3% desde 2010), abaixo da mediana nacional (14,9%), enquanto a coleta domiciliar chegou a 79,6%, levemente acima da mediana do país.
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 358.847 tCO₂e em 2024, um crescimento de 141,5% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 74. As emissões de energia lideram esse crescimento, com alta de 209,8% no período (105.833 tCO₂e em 2024, percentil 82), refletindo provável expansão do consumo energético local. As emissões de resíduos, embora com crescimento mais moderado (+32,5%), permanecem muito acima da mediana nacional (26.855 tCO₂e ante 6.191 tCO₂e, percentil 87), indicando relação direta com a gestão de resíduos sólidos e a ausência de tratamento de esgoto, que juntos pressionam o perfil de emissões do município.
Por fim, os registros de eventos hidrológicos de 2016 mostram exposição a secas (16 registros, percentil 96 no estado) e cheias (1 registro, percentil 76), evidenciando vulnerabilidade climática que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura hídrica mais resiliente. Para os gestores, a prioridade imediata deve ser reduzir as perdas de água e implantar tratamento efetivo de esgoto, aproveitando a already elevada cobertura de coleta, ao mesmo tempo em que se monitora o crescimento acelerado das emissões energéticas e de resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
78.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
60.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
18.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
79.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
13.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
358.847 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
26.855 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
105.833 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
16
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
