ItaparicaBA
20.369 habitantes · IBGE 2916104
Resumo socioambiental
Itaparica/BA apresenta quadro sanitário abaixo do padrão nacional em pontos críticos. A cobertura de água chegou a 79,0% em 2022, ligeiramente acima da mediana brasileira (76,5%) e próxima da média estadual (80,7%), mas em queda de -16,4% frente ao pico de 100% observado entre 2016 e 2019, sinalizando deterioração recente do sistema. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que atingiu 50,0% em 2022 — muito superior à mediana nacional (29,9%) e à média da Bahia (35,0%), colocando o município no percentil 84 (pior) do país. Essa ineficiência operacional compromete a eficácia dos investimentos em captação e tratamento.
O saneamento de esgoto é o ponto mais frágil do dossiê. A coleta atingiu apenas 40,4% em 2021, muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e também inferior à média estadual (63,0%), posicionando Itaparica no percentil 21 — entre os piores do Brasil. Ainda assim, o tratamento de esgoto evoluiu positivamente, alcançando 56,9% em 2022 (variação de +27,9% desde 2008), superando tanto a mediana nacional (37,7%) quanto a estadual (53,1%), com apenas 1 ETE operando no município. Esse descompasso — baixa coleta com tratamento relativamente eficiente do que é coletado — sugere que o gargalo está na rede coletora, não na estação de tratamento, e ajuda a explicar por que 9,5% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos em 2022, apesar da forte melhora desde 2010 (21,8%).
No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram expressivamente, de 46.796 tCO₂e (2010) para 24.109 tCO₂e em 2024 (-48,5%), com o município no percentil 9 nacional, indicando emissões bem abaixo da mediana do país (138.513 tCO₂e). Essa redução foi puxada principalmente pela queda nas emissões de energia (-40,0%, para 13.932 tCO₂e). Em contraste, as emissões de resíduos seguem trajetória ascendente, subindo de 7.749 tCO₂e (2010) para 12.306 tCO₂e em 2024 (+58,8%), superando a mediana nacional (5.787 tCO₂e) e situando o município no percentil 73 — um sinal de alerta que dialoga diretamente com a baixa cobertura de coleta de esgoto e de resíduos sólidos, reforçando a necessidade de investimento na gestão de resíduos.
Por fim, a segurança hídrica projetada para 2035 é preocupante: índice de 2,000, bem abaixo da mediana nacional (4,000) e da média estadual (3,281), no percentil 14 (entre os piores). Combinada às altas perdas de água já registradas e à cobertura de esgoto insuficiente, essa projeção reforça a urgência de priorizar investimentos em infraestrutura hídrica e de saneamento em Itaparica nos próximos anos, sob risco de agravamento da vulnerabilidade ambiental do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
80.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
37.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
51.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
48.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
68.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
9.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
24.109 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
12.306 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
13.932 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
