Itapecerica da SerraSP
163.928 habitantes · IBGE 3522208
Resumo socioambiental
Itapecerica da Serra apresenta um quadro socioambiental de saneamento intermediário e um perfil de emissões preocupante. A cobertura de água atingiu 88,8% em 2022, abaixo do pico de 99,5% registrado em 2020 e também abaixo da média estadual (95,2%), embora ainda supere a mediana nacional (76,5%). Essa queda recente contrasta com a trajetória histórica de forte avanço desde 2008 (71,8%) e merece monitoramento, pois pode indicar problemas operacionais ou de medição. A perda de água, de 41,5% em 2022, é claramente pior que a mediana nacional (29,9%) e a média de SP (32,1%), colocando o município no percentil 74 (pior que a maioria), o que sugere ineficiência na rede de distribuição a ser combatida com investimentos em infraestrutura.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico: a coleta de esgoto está em 52,7% (2021), muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e da média estadual (94,6%), posicionando o município no percentil 27. Apesar do avanço expressivo desde 2007 (5,1%), o ritmo de expansão da coleta não acompanha o de outros municípios brasileiros. Já o tratamento de esgoto, em 41,9% (2022), supera a mediana nacional (37,7%), mas ainda está distante da média de SP (69,6%). Essa combinação — baixa coleta com tratamento relativamente melhor do que a coleta — indica que o esgoto tratado é proporcional ao pouco que é coletado, deixando a maior parte dos domicílios sem atendimento adequado, o que se reflete indiretamente nas emissões de resíduos.
No eixo de resíduos sólidos, o município tem apenas 1 unidade de destinação (2025), mesmo valor da mediana nacional, mas muito inferior às 132 unidades médias em SP. As emissões de resíduos somaram 109.449 tCO₂e em 2024, com alta de 29,3% desde 2010, situando o município no percentil 97 nacional — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, o que dialoga com a baixa cobertura de esgoto e sugere pressão crescente sobre a gestão de resíduos e efluentes.
As emissões totais de GEE somaram 718.443 tCO₂e em 2024, com crescimento de 59,5% desde 2010, no percentil 86 nacional. O setor de energia é o principal responsável, com 627.358 tCO₂e (alta de 74,7% no período) e percentil 97, evidenciando forte dependência de fontes emissoras e uma trajetória de crescimento acelerado nos últimos anos (2021-2024). Em conjunto, os dados indicam que os avanços em água e tratamento de esgoto não foram acompanhados por controle equivalente das emissões e da coleta de esgoto, exigindo atenção prioritária dos gestores para infraestrutura sanitária e transição energética local.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
91.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
65.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
44.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
26.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Clima
Emissões de GEE
SEEG
718.443 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
109.449 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
627.358 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
