ItapecericaMG
21.462 habitantes · IBGE 3133501
Resumo socioambiental
Itapecerica/MG apresenta um quadro de saneamento aquém da média nacional e mineira, combinado com trajetória preocupante de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água caiu para 75,1% em 2022, recuo de 23,0% desde 2008, quando chegou a superar 97%, posicionando o município abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da UF (84,3%), no percentil 48. A coleta de esgoto segue padrão semelhante: 73,2% em 2021, também com queda acentuada (-23,2%) frente aos 100% observados entre 2011 e 2014, ficando no percentil 39 nacional. Em contrapartida, o tratamento de esgoto, embora estagnado (59,2% em 2022, variação de apenas -0,5% na década), supera a mediana do Brasil (37,7%) e da UF (44,5%), alcançando o percentil 62 — um ponto positivo que contrasta com a baixa cobertura de coleta, sugerindo que o esgoto efetivamente captado é tratado com relativa eficiência, mas uma parcela relevante da população permanece fora da rede.
A perda de água, embora tenha subido para 25,8% em 2022 (+18,5% no período), ainda está abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%), no percentil 39, indicando desempenho comparativamente melhor nesse quesito, apesar da tendência recente de deterioração. No manejo de resíduos sólidos, o município avançou: domicílios com coleta chegaram a 86,8% em 2022 (+4,8%), acima da mediana nacional e próximo da UF, enquanto o destino inadequado caiu para 11,5% (-32,9% desde 2010), ainda que superior ao patamar mineiro (7,4%). A infraestrutura de destinação final permanece mínima, com apenas 1 unidade registrada, no limite da mediana nacional, mas muito distante da capacidade da UF (135 unidades).
O ponto mais crítico é a trajetória de emissões de GEE, que somaram 236.578 tCO₂e em 2024, salto de 52,4% desde 2010, superando com folga a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 64. As emissões de resíduos (13.989 tCO₂e, +22,0%) e de energia (31.826 tCO₂e, +54,5%) também cresceram de forma consistente, ambas acima da mediana nacional e nos percentis 75 e 61, respectivamente. Esse crescimento de emissões de resíduos, associado à baixa cobertura de coleta de esgoto e à existência de apenas uma ETE e uma unidade de destinação, reforça a necessidade de investimentos coordenados em infraestrutura sanitária para conter simultaneamente a degradação ambiental e as emissões associadas ao setor.
Em síntese, Itapecerica combina retrocessos históricos em cobertura de água e esgoto — com números de anos anteriores bem superiores aos atuais — com avanços pontuais em tratamento de esgoto e gestão de resíduos domiciliares. O crescimento acelerado das emissões de GEE, especialmente em energia e resíduos, exige atenção prioritária dos gestores, sob risco de comprometer tanto metas climáticas quanto a qualidade de vida da população, especialmente diante da fragilidade da infraestrutura de tratamento e destinação final.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
75.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
57.0%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
59.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
19.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
86.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
11.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Clima
Emissões de GEE
SEEG
236.578 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
13.989 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
31.826 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
