Itapecuru MirimMA
62.269 habitantes · IBGE 2105401
Resumo socioambiental
Itapecuru Mirim apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 56,2% em 2024, próxima da média estadual (53,5%) mas bem distante da mediana nacional (73,2%), posicionando o município no percentil 27. A situação do esgotamento sanitário é mais crítica: apenas 9,6% de coleta (2024), contra mediana nacional de 59,9% (percentil 8), e tratamento de somente 12,8%, após um pico atípico de 84,9% em 2023 que não se sustentou. A perda de água na distribuição, de 58,8% (2024), é mais que o dobro da mediana nacional (29,1%) e supera a média estadual, indicando ineficiência operacional relevante que compromete a eficácia dos investimentos em captação e tratamento.
Do lado dos domicílios, o quadro reforça a fragilidade: a coleta domiciliar de resíduos alcançou apenas 54,0% em 2022 (percentil 19), enquanto o destino inadequado de dejetos/resíduos ainda atinge 38,6% dos domicílios, muito acima da mediana nacional (14,9%) e da média estadual (29,4%), embora tenha havido melhora de 21,2 pontos percentuais desde 2010. Essa lacuna em coleta e destinação adequada dialoga diretamente com o aumento das emissões de resíduos, que somaram 34.952 tCO₂e em 2024 (percentil 90), evidenciando que o crescimento da geração de resíduos não veio acompanhado de infraestrutura de tratamento correspondente.
No balanço de emissões totais, o município emitiu 1.321.234 tCO₂e em 2024, valor 144,4% superior a 2010 e muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Itapecuru Mirim no percentil 92 do país. As emissões de energia também cresceram de forma acentuada (+137,2% desde 2010, alcançando 192.195 tCO₂e), sugerindo pressão crescente do setor energético no perfil de emissões municipal, além do peso histórico de mudanças de uso da terra refletido nos picos da série (como em 2015).
Em síntese, o município combina baixa cobertura e alta perda de água, esgotamento sanitário incipiente e emissões de GEE elevadas relativas ao contexto nacional, configurando um cenário de vulnerabilidade socioambiental que demanda priorização de investimentos em infraestrutura de saneamento — especialmente redução de perdas e ampliação de tratamento de esgoto — como medida estruturante para conter impactos ambientais e de saúde pública.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Gestão e infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
56.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
9.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
12.8%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
58.8%
2024
Atendimento urbano de água
SNIS
96.5%
2021
Hidrometração
SNIS
62.1%
2022
Consumo per capita de água
SNIS
119,3
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
54.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
38.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.321.234 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
34.952 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
192.195 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
